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Defesa de ex-presidente do BRB nega contradições

Paulo Henrique Costa sustentou versão sobre reunião com banqueiro Daniel Vorcaro; Inquérito apura fraudes no Banco Master

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, classificou como “esclarecedora” a possibilidade de acareação no inquérito que investiga supostas fraudes bilionárias no Banco Master.

Em nota enviada à CNN, os advogados negaram qualquer contradição nas declarações prestadas à Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (30/12) e afirmaram que a versão de Costa foi consistente.

Embora a PF tenha optado por não realizar o confronto direto após as oitivas individuais, a defesa destacou que a medida seria bem-vinda caso necessária.

“A acareação seria esclarecedora, pois a versão do sr. Paulo Henrique é coerente e compatível com os documentos existentes nos autos”, declarou a equipe jurídica.

O foco das divergências estava em uma videoconferência realizada em 17 de novembro – dia da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro – com o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino Santos.

Vorcaro alegou ter informado verbalmente sobre viagem internacional para captar investidores, enquanto Costa afirmou não ter sido comunicado sobre o deslocamento.

Posição da defesa e contexto da investigação

Os advogados de Costa reforçaram que seu cliente não participou de qualquer irregularidade e que as tratativas com o Banco Master visavam uma solução de mercado viável, rejeitada posteriormente pelo BC.

A PF ouviu separadamente Vorcaro, Costa e Aquino Santos no Supremo Tribunal Federal (STF), sob supervisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso. A delegada responsável concluiu que não havia necessidade imediata de acareação.

A investigação da Operação Compliance Zero apura a criação de carteira de créditos fictícios no valor de cerca de R$ 12 bilhões, com tentativa de venda ao BRB.

O BC determinou a liquidação extrajudicial do Master por unanimidade, citando insolvência e riscos ao sistema financeiro.

Vorcaro cumpre medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, após soltura concedida pelo TRF-1. Paulo Henrique Costa foi exonerado do BRB após o avanço das apurações.

Essa manifestação da defesa reforça o embate de narrativas no caso Banco Master, com implicações para a governança de instituições financeiras públicas e privadas no Brasil.

O inquérito segue em sigilo no STF, e novas diligências podem ser determinadas com base nas declarações colhidas.

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