Luiz Phillipi Mourão, coordenador do grupo “A Turma” ligado a Daniel Vorcaro, segue internado em hospital de Belo Horizonte com quadro considerado grave; defesa pede transparência sobre circunstâncias do episódio na sede da PF
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pela Polícia Federal como coordenador do grupo de vigilância e intimidação ligado a Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master), informou que o estado de saúde do preso é grave.
Mourão permanece internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, após tentativa de suicídio por enforcamento com a própria camiseta dentro da Superintendência Regional da PF em MG, na noite de 4 de março de 2026. Ele foi socorrido imediatamente e levado ao hospital, onde foi aberto protocolo de morte encefálica.
Em nota à imprensa, a defesa classificou o quadro como crítico: “Quadro é grave”, e pediu esclarecimentos completos sobre as condições de custódia e o ocorrido na delegacia federal.
A PF afirmou que entregará todos os registros em vídeo da dinâmica do episódio e abriu investigação interna para apurar responsabilidades. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou que a comissão vai oficiar a PF e o Ministério da Justiça cobrando transparência.
Mourão era peça-chave nas investigações da Operação Compliance Zero (terceira fase), que apura organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, ameaças e invasão de dispositivos no esquema de fraudes bilionárias do Banco Master (liquidado em 2025).
A defesa de Vorcaro não se manifestou sobre o estado de saúde do auxiliar.


















