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Deputado é expulso a força da Câmara

Glauber Braga é retirado à força da Mesa Diretora da Câmara após ocupar cadeira da presidência em protesto

A Polícia Legislativa retirou nesta terça-feira (9/12) à força o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) da cadeira da presidência da Câmara dos Deputados, onde ele permanecia sentado em ato de resistência contra a abertura de processo de cassação de seu mandato.

O parlamentar foi carregado por agentes e, visivelmente exausto, precisou ser amparado por colegas até o Salão Verde.

Minutos antes da retirada, Glauber havia declarado que não sairia voluntariamente: “Se o presidente da Câmara quiser tomar uma atitude diferente daquela que ele tomou com os golpistas que ocuparam essa Mesa Diretora e que até hoje não tiveram qualquer punição, essa é uma responsabilidade dele. Eu ficarei aqui até o limite das minhas forças.”

A ação ocorreu logo após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar que levará ao plenário, a partir de quarta-feira (10), os processos de cassação dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Delegado Ramagem (PL-RJ) – ambos já condenados pelo STF – e de Glauber Braga.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que Motta prometeu pautar o projeto que reduz penas para envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com a ocupação da Mesa por Glauber, o plenário foi esvaziado por seguranças e a TV Câmara interrompeu a transmissão ao vivo da sessão. Após o incidente, o deputado criticou a medida: “Estou aqui há algum tempo e até hoje não tinha ouvido falar de cortarem o sinal da TV Câmara para que as pessoas não acompanhassem o que estava acontecendo”.

Entenda o caso

Glauber Braga é acusado de agredir fisicamente Gabriel Costenaro, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024, dentro das dependências da Câmara. Imagens mostram o deputado empurrando e dando chutes no ativista, expulsando-o do prédio até a rua.

A representação contra o parlamentar foi protocolada pelo partido Novo logo após o episódio. O relator no Conselho de Ética, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), concluiu que os empurrões e chutes foram comprovados por vídeos, que Costenaro não reagiu e que parte das agressões ocorreu fora das dependências da Casa.

Glauber alega que o ativista do MBL tinha histórico de provocações contra ele e que, naquele dia, ofendeu sua mãe, o que teria motivado a reação.

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