PF investiga servidores do BC que teriam prestado serviços informais de “consultoria” ao ex-dono do Banco Master; afastamentos preventivos ocorrem na terceira fase da Operação Compliance Zero, em meio a suspeitas de favorecimento e obstrução de justiça
A Polícia Federal (PF) identificou dois servidores do Banco Central do Brasil que foram afastados preventivamente por supostamente prestarem serviços de “consultoria” a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master (liquidado extrajudicialmente em 2025).
As investigações da terceira fase da Operação Compliance Zero (deflagrada em 4 de março de 2026) apontam que os funcionários públicos teriam atuado de forma irregular, fornecendo informações privilegiadas, orientações regulatórias ou assessoria informal ao banqueiro, em troca de vantagens não especificadas.
O afastamento foi determinado internamente pelo Banco Central, em caráter cautelar, para preservar a lisura das apurações e evitar interferências nas funções institucionais. A PF analisa mensagens, e-mails e movimentações financeiras que indicam a relação entre os servidores e Vorcaro, incluindo possíveis pagamentos ou benefícios indiretos.
O caso integra o amplo escopo da operação, que já revelou o grupo “A Turma” (coordenado por Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”), ameaças violentas, espionagem ilegal, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. A prisão preventiva de Vorcaro, autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), e a morte encefálica de Mourão após tentativa de suicídio sob custódia reforçam a gravidade das suspeitas.


















