Eduardo Bolsonaro critica deputado do PL que assinou cassações: “Pró-STF”
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) direcionou críticas ao colega de partido Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), que atuou como suplente na Mesa Diretora da Câmara e assinou os atos que formalizaram as cassações de mandatos de Eduardo e de Alexandre Ramagem (PL-RJ).
Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (19/12), Eduardo questionou a permanência de Rodrigues na legenda e na suplência da Mesa.
“Antônio Carlos Rodrigues, do PL de São Paulo, é suplente da mesa diretora e já foi expulso do partido em agosto por ter proximidade com Alexandre de Moraes. O Antônio Carlos Rodrigues já foi, inclusive, ministro da Dilma Rousseff e é uma pessoa altamente pro-establishment, pro-STF, pro-quadrilha do Alexandre de Moraes”, declarou Eduardo.
Ele sugeriu a remoção do parlamentar da posição: “Não sei se cabe a possibilidade, como foi o PL que indicou, se o PL tem o poder para, agora, no meio do mandato, trocar essa suplência dele. Mas se puder, se houver essa possibilidade, é claro que seria muito justo, muito bem-vindo, ainda que fora de tempo”.
Para Eduardo, manter Rodrigues enfraquece a identidade da sigla: “Se o PL não fizer isso, vai deteriorando essa questão do partido realmente ser um partido de direita”.
Histórico de controvérsias de Rodrigues
Rodrigues substituiu o titular ausente como quarto-secretário e rubricou as cassações na quinta-feira (18/12), ao lado de outros suplentes.
Anteriormente, o deputado gerou polêmica ao elogiar o ministro Alexandre de Moraes em entrevista ao Metrópoles, em julho de 2025: “É o maior absurdo que já vi na minha vida política. O Alexandre é um dos maiores juristas do país, extremamente competente. Trump tem que cuidar dos Estados Unidos. Não se meter com o Brasil como está se metendo”.
A declaração levou à expulsão temporária do PL por determinação de Valdemar Costa Neto, mas a medida foi revertida semanas depois.
Contexto das cassações
As perdas de mandato foram oficializadas pela Mesa Diretora, presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), sem votação em plenário. Eduardo foi cassado por excesso de faltas, enquanto Ramagem teve o mandato extinto após condenação transitada em julgado pelo STF.
A decisão gerou reações na oposição, com críticas à condução do processo e ao envolvimento de membros do PL.


















