Operação Galho Fraco: Investigação da PF pode comprometer aspirações de Sóstenes Cavalcante à Presidência da Câmara em 2027
A deflagração da Operação Galho Fraco pela Polícia Federal (PF), que apura supostos desvios de recursos da cota parlamentar, atingiu em cheio o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e pode prejudicar seriamente seus planos de disputar a presidência da Casa Legislativa em 2027.
A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dinvestigação da PF pode comprometer aspirações de Sóstenes Cavalcante à Presidência da Câmara em 2027no do Supremo Tribunal Federal (STF), também teve como alvo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), com buscas em endereços ligados aos parlamentares.
A investigação foca em indícios de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo contratos suspeitos com locadoras de veículos e pagamentos por serviços supostamente inexistentes ou irregulares.
Durante as buscas, agentes apreenderam cerca de R$ 430 mil em espécie em um endereço utilizado por Sóstenes em Brasília, valor que o deputado justificou como proveniente de uma transação imobiliária recente.
Analistas políticos apontam que a operação chega em momento delicado para o parlamentar fluminense, que nos bastidores articulava sua candidatura à sucessão de Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara, ao final do biênio atual. O PL, maior bancada da Casa, via em Sóstenes uma figura capaz de ampliar sua influência institucional.
“Na verdade, no fim das contas, essa operação pode acabar frustrando o plano A e o plano B para Sóstenes Cavalcante.”
A frase reflete a avaliação de especialistas sobre o impacto da investigação não apenas nas ambições para a presidência da Câmara, mas também na possível reeleição do deputado em 2026 e em alternativas como uma candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro.
A Operação Galho Fraco é desdobramento de outra ação da PF realizada em 2024, que inicialmente mirou assessores dos deputados. Mensagens e movimentações financeiras identificadas na época levaram ao aprofundamento das apurações, com quebra de sigilos bancários e fiscais autorizada pelo STF.
O caso reacende debates sobre o uso de cotas parlamentares, verbas públicas destinadas a custear atividades do mandato, e reforça escrutínio sobre práticas de gabinetes oposicionistas.
A polêmica em torno da Operação PF Sóstenes Cavalcante e da eleição presidência Câmara 2027 destaca tensões na polarização política brasileira, com possíveis reflexos na dinâmica do Congresso Nacional nos próximos anos.


















