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Especialista apontam possível fuga de criminosos para Brasil

Operação EUA na Venezuela aumenta alerta para possível migração de criminosos para fronteira Brasileira

A intervenção militar americana que resultou na captura de Nicolás Maduro no último sábado (3) reacende preocupações com a segurança nas fronteiras do Brasil.

Especialistas em crime organizado e segurança pública advertem que uma intensificação das ações dos Estados Unidos contra o narcotráfico venezuelano pode provocar a fuga de líderes de cartéis e facções para o território brasileiro, explorando a extensa e porosa divisa amazônica.

A operação, justificada pela Casa Branca como combate ao narcoterrorismo, removeu Maduro do poder e o levou para julgamento em Nova York por acusações graves, incluindo tráfico de drogas.

Embora as estruturas criminosas no país vizinho permaneçam intactas por enquanto, analistas preveem que pressões adicionais sobre esses grupos poderiam desencadear movimentos de fuga para nações vizinhas, com o Brasil como uma das rotas prováveis ao lado de Colômbia e Guiana Francesa.

O coronel da reserva da PM e advogado Alex Erno Breunig, da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares, critica a capacidade limitada do governo brasileiro em conter entradas clandestinas.

Ele aponta que o foco atual está no acolhimento de refugiados via rotas oficiais, como Pacaraima (RR), sem cobertura efetiva para fluxos ilegais.

Breunig enfatiza o perigo maior na chegada de chefes de organizações, que dispõem de recursos para entradas discretas via aviões privados ou embarcações de luxo.

Já o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, minimiza os riscos imediatos, afirmando que “não há necessidade de reforçar o efetivo na área fronteiriça”.

Ele destaca a presença de cerca de 200 militares diretamente na divisa, 2.300 em Roraima e um total de 10 mil na Amazônia, com monitoramento atento em meio a “informações divergentes”.

O investigador aposentado Sérgio Leonardo Gomes reforça a necessidade de inteligência avançada para antecipar rotas criminosas na Amazônia, historicamente vulnerável.

O sociólogo Marcelo Almeida projeta que uma debandada significativa dependeria de ataques diretos ao sistema logístico e financeiro dos cartéis.

Um ponto de alerta é o Tren de Aragua, principal organização venezuelana, já estabelecida em Boa Vista (RR) com atividades em drogas, contrabando e exploração sexual, além de conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Relatórios de inteligência indicam uso contínuo de rotas transfronteiriças para ilícitos, em um cenário de fronteira complexa e pouco vigiada.

Até o momento, não há registros concretos de fuga em massa pós-operação, mas o Ministério da Justiça monitora possível aumento de refugiados, enquanto especialistas cobram vigilância integrada para separar migrantes legítimos de criminosos.

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