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EUA ameaça países que não colaborem com estratégia de defesa nacional

Governo Trump revela estratégia de defesa nacional com foco no hemisfério ocidental e ameaças a vizinhos não cooperativos

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou, em 23 de janeiro de 2026, a Estratégia Nacional de Defesa (National Defense Strategy) do segundo mandato de Donald Trump.

O documento, assinado pelo secretário Pete Hegseth, complementa a Estratégia de Segurança Nacional de dezembro de 2025 e prioriza a dominância militar e comercial americana no Hemisfério Ocidental, do Ártico à América do Sul, sob o lema “paz por meio da força”.

O texto defende cooperação “de boa-fé” com vizinhos, mas adverte que os EUA adotarão “ações focadas e decisivas” contra países que não colaborem no combate ao narcotráfico, influência russa e chinesa, imigração ilegal e ameaças à segurança regional.

A estratégia é apresentada como o “Corolário Trump à Doutrina Monroe”, revivendo uma abordagem histórica de influência predominante nas Américas.

Citação chave do documento: “Defenderemos de forma ativa e destemida os interesses dos Estados Unidos em todo o Hemisfério Ocidental. Garantiremos o acesso militar e comercial dos EUA a áreas estratégicas fundamentais, especialmente o Canal do Panamá, o Golfo da América e a Groenlândia. (…) Atuaremos de boa-fé com nossos vizinhos, do Canadá aos parceiros na América Central e do Sul, mas asseguraremos que respeitem e façam a sua parte na defesa de nossos interesses compartilhados. E, quando isso não ocorrer, estaremos prontos para adotar ações focadas e decisivas que promovam os interesses dos EUA. Este é o Corolário Trump à Doutrina Monroe, e as Forças Armadas dos EUA estão prontas para a aplicar com rapidez, poder e precisão, como o mundo viu na Operação Resolução Absoluta.”

A Operação Resolução Absoluta é citada como exemplo recente, referindo-se à ação que resultou na prisão de Nicolás Maduro na Venezuela.

Entre as prioridades militares destacadas:

  • Garantir controle de pontos estratégicos como Canal do Panamá, Golfo da América e Groenlândia;
  • Deter a China no Indo-Pacífico com presença militar reforçada, sem buscar confronto direto ou mudança de regime;
  • Delegar contenção da Rússia e Coreia do Norte a aliados (OTAN, Japão e Coreia do Sul);
  • Combater “narcoterrorismo” com operações diretas em qualquer parte das Américas;
  • Reforçar segurança de fronteiras, incluindo cooperação com Canadá e México para fechamento de fronteiras e deportações.

Sobre a China, o documento afirma: “China e suas forças armadas tornaram-se cada vez mais poderosas na região do Indo-Pacífico, a maior e mais dinâmica área de mercado do mundo, com implicações significativas para a segurança, a liberdade e a prosperidade dos próprios americanos. (…) Vamos manter um equilíbrio favorável de poder militar no Indo-Pacífico. (…) Isso não exige mudança de regime nem algum outro tipo de luta existencial. Em vez disso, é possível alcançar uma paz aceitável, em termos favoráveis aos americanos, mas que a China também possa aceitar e sob os quais consiga viver.”

A estratégia diferencia-se de administrações anteriores ao enfatizar ações unilaterais rápidas, modernização nuclear, retomada da indústria de defesa e integração de defesa de fronteiras como missão primordial das Forças Armadas.

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