Governo Trump apreende mais um petroleiro da frota paralela Russa em operação de bloqueio a petróleo sancionado
O governo do presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre a chamada “frota paralela” (shadow fleet) russa, com a apreensão de mais um petroleiro envolvido no transporte de petróleo sancionado. A operação, realizada por forças americanas no Oceano Índico, capturou o navio Aquila II após uma perseguição de milhares de milhas náuticas que começou no Caribe, marcando um novo capítulo na campanha de bloqueio a embarcações que burlam sanções dos EUA contra Rússia, Irã e Venezuela.
O petroleiro, ligado a empresas sancionadas e operando em violação ao embargo, foi abordado sem incidentes pela Marinha dos EUA, que o classificou como parte da rede clandestina usada para exportar óleo russo e venezuelano. Essa apreensão segue uma série de ações semelhantes em janeiro de 2026, incluindo a captura do Marinera (antigo Bella-1), de bandeira russa, no Atlântico Norte, e outros navios no Caribe, totalizando pelo menos sete ou oito embarcações desde o final de 2025.
O governo Trump tem adotado postura agressiva para cortar o financiamento de regimes adversários, com o Departamento de Guerra e o Comando Indo-Pacífico afirmando que o bloqueio continua firme. A medida visa reduzir receitas de Moscou e Caracas, que dependem da frota paralela para escoar petróleo apesar das sanções internacionais.
A operação destaca o compromisso de Trump com uma política de “energia americana primeiro” e pressão máxima sobre adversários, mesmo gerando tensões diplomáticas com a Rússia, que já protestou contra as apreensões e enviou escoltas navais em casos anteriores. Analistas veem nisso uma demonstração de força que pode impactar o mercado global de petróleo e fortalecer a posição dos EUA na geopolítica energética.


















