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EUA celebra a libertação de presos políticos na Venezuela

EUA atribuem libertação de presos políticos na Venezuela à “Máxima Pressão” após queda de Maduro

O governo dos Estados Unidos celebrou nesta quinta-feira (8) a libertação de centenas de presos políticos anunciada pelo regime interino da Venezuela, atribuindo a medida diretamente à estratégia de “máxima pressão” aplicada pela administração Donald Trump após a captura de Nicolás Maduro.

Em comunicado oficial da Casa Branca, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que a soltura representa um avanço concreto na transição democrática e é fruto da combinação de ação militar decisiva, bloqueio marítimo e exigências claras ao governo provisório liderado por Delcy Rodríguez.

“A libertação de presos políticos na Venezuela é resultado da máxima pressão exercida pelos Estados Unidos após a queda de Maduro”, destacou Leavitt.

A declaração reforça a narrativa americana de que apenas a intervenção direta – incluindo a operação de 3 de janeiro que removeu Maduro do poder – foi capaz de romper com anos de repressão chavista.

Fontes do Departamento de Estado indicam que a medida atende a uma das condições impostas por Washington para revisão gradual de sanções e apoio à reconstrução econômica, dentro do plano de três fases apresentado pelo secretário Marco Rubio.

Entre os libertados estão opositores de destaque, jornalistas, ativistas de direitos humanos e militares dissidentes detidos sob acusações políticas.

Organizações como a Anistia Internacional estimam que mais de 300 pessoas deixaram as prisões nas últimas horas, com prioridade para casos graves de saúde ou longa permanência em custódia.

A líder opositora Corina Machado, ainda em local protegido, reconheceu o gesto, mas cobrou avanços adicionais:

“A libertação é positiva, mas insuficiente sem eleições livres em curto prazo e o fim total da perseguição”.

Analistas veem a soltura como tentativa de Rodríguez de ganhar legitimidade interna e atender parcialmente às demandas americanas, sem abrir mão do controle sobre o calendário eleitoral.

O episódio marca o primeiro grande gesto humanitário do governo interino e sinaliza possível abertura para anistia ampla e retorno de exilados, etapas consideradas essenciais para a estabilização do país.

A Casa Branca prometeu monitorar o cumprimento integral das libertações e condicionou novos apoios à exclusão definitiva de influências russas, chinesas e iranianas.

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