EUA Exigem Libertação Imediata de Todos os Presos Políticos na Venezuela Durante Sessão da OEA
Em meio ao processo de transição política na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, os Estados Unidos intensificaram a pressão por direitos humanos.
Nesta quarta-feira (21 de janeiro de 2026), o embaixador americano Leandro Rizzuto pediu a libertação incondicional de cerca de mil presos políticos ainda detidos no país, durante uma sessão especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) dedicada ao tema.
– Aproximadamente mil pessoas permanecem injustamente detidas. Os Estados Unidos instam à libertação incondicional de todos os presos políticos injustamente detidos – afirmou o embaixador americano Leandro Rizzuto.
Ele reforçou que resolver as detenções políticas será fundamental para a fase de recuperação e reconciliação no país.
– Abordar as detenções políticas será um componente essencial da fase de recuperação e reconciliação para alcançar a estabilidade, a prosperidade e a normalidade na Venezuela – acrescentou Rizzuto.
O diplomata também alertou sobre responsabilidades por violações.
– Todos aqueles que participam de violações dos direitos humanos e abuso de poder que serão plenamente responsáveis por seus atos e que apoiamos firmemente o povo venezuelano e as instituições desta organização que promovem a estabilidade regional e defendem a democracia, os direitos humanos e o Estado de Direito.
O pedido dos EUA ocorre em um contexto de libertações parciais anunciadas pelo governo interino presidido por Delcy Rodríguez. Organizações como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Foro Penal relatam que apenas cerca de 143 a 145 presos políticos foram soltos até o momento, contrariando alegações oficiais de números maiores, como 406.
A relatora da CIDH para a Venezuela, Gloria Monique de Mees, destacou a discrepância nos dados e cobrou transparência, enquanto a líder oposicionista María Corina Machado criticou o que chamou de manipulação do governo e defendeu a soltura total dos detidos.
A OEA debateu o tema com participação de vários países, que condenaram a persistência de presos políticos e se mostraram dispostos a colaborar para sua libertação. Familiares de detidos continuam protestando em Caracas, exigindo a liberdade de centenas de críticos, jornalistas e opositores.
Essa posição americana reforça a estratégia da administração Trump para a Venezuela, que inclui estabilização, recuperação econômica e transição democrática, com foco em direitos humanos e democracia.
A notícia reflete relatos consistentes de fontes como Agência EFE, Euronews, AP e organizações de direitos humanos, atualizados até 22 de janeiro de 2026, sem contradições significativas quanto ao pedido formal dos EUA.


















