Operação americana destruiu mais uma lancha suspeita de narcotráfico no Pacífico Oriental e matam 3 tripulantes
As forças militares dos Estados Unidos realizaram na sexta-feira (20) mais um ataque letal contra uma embarcação suspeita de tráfico de drogas no Oceano Pacífico Oriental. O Comando Sul das Forças Armadas (US Southern Command – SOUTHCOM) confirmou a operação, que resultou na morte de três homens a bordo.
Segundo comunicado oficial divulgado no X, o ataque foi um “lethal kinetic strike” (ataque cinético letal) executado pela Joint Task Force Southern Spear. A embarcação era operada por “organizações terroristas designadas” e transitava por “known narco-trafficking routes in the Eastern Pacific” (rotas conhecidas de narcotráfico no Pacífico Oriental), estando “engaged in narco-trafficking operations” (envolvida em operações de narcotráfico).
Um vídeo de 16 segundos postado pelo SOUTHCOM mostra a lancha flutuando antes de explodir em chamas. Nenhuma força militar americana foi ferida na ação.
O incidente marca o segundo ataque dessa semana na região e o 43º desde o início da campanha em setembro de 2025, elevando o número de mortes para pelo menos 148 (contando os três de sexta-feira). As rotas visadas habitualmente começam na Colômbia e seguem para países da América Central, como México e Guatemala, facilitando o envio de cocaína e outras drogas para os EUA.
A operação faz parte da estratégia do governo Trump para combater o fluxo de narcóticos, classificando traficantes como “narco-terrorists”. No entanto, especialistas em direito internacional criticam os ataques como possíveis execuções extrajudiciais, pois não há apresentação de provas públicas de que as embarcações transportavam drogas ou representavam ameaça iminente.
A campanha intensificou-se após a captura de Nicolás Maduro em janeiro e pressões para reduzir o tráfico ligado a cartéis. Países como México e El Salvador anunciaram apreensões significativas de cocaína no Pacífico nos últimos dias, contrastando com a abordagem letal americana.
O SOUTHCOM não forneceu evidências adicionais sobre a carga da lancha destruída.


















