Trump abre possibilidade de notificar Congresso sobre ações militares contra Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou nesta semana que não se oporia a informar o Congresso americano sobre eventuais operações militares contra a Venezuela, embora tenha ressaltado que não considera isso obrigatório.
“Eu não me importaria de contar a eles, mas não é grande coisa… Eu não preciso contar a eles, já foi comprovado. Mas eu não me importaria nem um pouco. Só espero que eles não vazem a informação. Você sabe como as pessoas vazam informações. São políticos e vazam como uma peneira. Mas eu não teria problema nenhum em fazer isso”, declarou Trump.
A declaração ocorre em um contexto de intensificação das medidas americanas contra o regime de Nicolás Maduro, incluindo um bloqueio total a petroleiros sancionados que tentem entrar ou sair das águas venezuelanas.
Pressão militar e sanções ampliadas
Trump justificou as ações como forma de combater o terrorismo, o narcotráfico e o tráfico de pessoas, alegando que restringem a principal fonte de receitas do governo venezuelano.
Os EUA concentraram tropas, navios de guerra, aeronaves e um grupo de ataque de porta-aviões no Caribe, realizando ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico.
A Casa Branca acusa Maduro de ligações com o narcotráfico e o Cartel de Los Soles. Recentemente, um petroleiro foi apreendido próximo à costa venezuelana, ação classificada pelo regime de Caracas como “roubo descarado” e “ato de pirataria internacional”.
Fontes próximas ao governo Trump revelam que planos estão sendo elaborados para o cenário pós-deposição de Maduro, embora não haja decisão sobre um ataque direto ao território venezuelano.
Histórico de contatos e ultimato
Trump manteve uma conversa telefônica com Maduro no final de novembro, dias antes de designá-lo como integrante de uma organização terrorista estrangeira. Na ligação, o venezuelano teria recebido um ultimato para abandonar o poder e deixar o país, exigência que não foi atendida.
As operações atuais geram debates sobre sua legalidade, especialmente quanto à necessidade de autorização congressional para ações em solo estrangeiro.


















