EUA em primeiro lugar, mas não sozinhos: Braço direito de Trump envia recado claro à América Latina
Em conversa exclusiva com o banqueiro André Esteves, o principal assessor econômico do presidente Donald Trump deixou explícito o recado de Washington para a América Latina: os Estados Unidos voltam a ser prioridade absoluta, mas estão dispostos a trabalhar em parceria — desde que os países da região aceitem jogar dentro das regras americanas.
O assessor destacou que a nova administração não pretende abandonar a América Latina, mas exige alinhamento claro em temas estratégicos: combate ao narcotráfico, redução da influência chinesa, abertura comercial favorável aos EUA e contenção de regimes consideradoseua hostis (Venezuela, Cuba e Nicarágua). A mensagem foi direta: “Os EUA em primeiro lugar, mas não sozinhos”.
A declaração reforça a doutrina “America First” aplicada à vizinhança sul: Trump quer acordos bilaterais que beneficiem diretamente os interesses norte-americanos, com menos multilateralismo e mais pressão por reformas pró-mercado, segurança e alinhamento geopolítico. O recado também sinaliza que investimentos chineses em infraestrutura e energia na região serão vistos com desconfiança e podem gerar contramedidas.
O papo com André Esteves, um dos principais nomes do mercado financeiro brasileiro, indica que o governo Trump já busca interlocutores privados e empresariais na América Latina para construir pontes econômicas antes mesmo de negociações oficiais de alto nível.
A conversa foi interpretada no mercado como sinal verde para quem quiser se alinhar cedo ao novo ciclo americano, mas também como alerta para governos que resistirem à agenda de Washington.
Com as eleições de meio de mandato nos EUA se aproximando e a pressão por resultados rápidos na economia e na segurança, o recado ao continente é claro: quem jogar junto ganha espaço; quem resistir, enfrenta isolamento.


















