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EUA está analisando alternativas para adquirir a Groenlândia

Trump avalia opções para anexar Groenlândia e não descarta uso das forças armadas em prioridade de segurança nacional

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira que o presidente Donald Trump e sua equipe estão analisando diversas alternativas para adquirir a Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca.

Em comunicado oficial da Casa Branca, a aquisição da ilha ártica é descrita como uma prioridade estratégica para conter adversários na região do Ártico, e o emprego das Forças Armadas americanas é mencionado como uma possibilidade entre as opções em estudo.

A nota enfatiza que “o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa”, destacando a importância geopolítica da Groenlândia para a defesa nacional dos EUA.

O interesse de Trump pela ilha não é novo: manifestado ainda durante seu primeiro mandato, o tema ganhou renewed força após sua reeleição, com declarações recentes reforçando a necessidade de controle americano sobre o território rico em recursos minerais e posicionado estrategicamente no Ártico.

O debate reacendeu no último fim de semana, após uma publicação polêmica no X (antigo Twitter) feita por Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca.

Ela compartilhou um mapa da Groenlândia sobreposto à bandeira dos Estados Unidos, com a legenda “em breve”.

O post veio logo após a operação militar americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e em cerca de 80 mortes, segundo relatos.

Em resposta imediata, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que um ataque dos EUA à região poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No domingo (4), autoridades da Dinamarca e da Groenlândia exigiram “respeito” à integridade territorial da ilha.

Nesta terça, líderes europeus emitiram um comunicado conjunto defendendo que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território, com apoio explícito de Canadá e Holanda.

A Groenlândia, com vasta extensão e reservas de minerais raros essenciais para tecnologias avançadas, representa um ponto chave na disputa pelo Ártico, agravada pelo derretimento das calotas polares e pela presença crescente de navios russos e chineses na região.

Os EUA já mantêm uma base militar na ilha desde 1951, mas Trump busca maior controle, argumentando falhas dinamarquesas na proteção do território.

Analistas internacionais veem tensão crescente na aliança transatlântica, especialmente na Otan, da qual ambos os países são membros.

Enquanto o governo americano avalia caminhos diplomáticos, econômicos e militares, a comunidade global acompanha de perto os desdobramentos, temendo impactos em relações bilaterais e na estabilidade no Ártico

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