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EUA expressa dúvida sobre grau de cooperação de Delcy

Inteligência dos EUA questiona cooperação de líder interina da Venezuela após captura de Nicolás Maduro

Relatórios de inteligência americana expressam dúvidas sobre o grau de cooperação da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, com a administração Trump.

As avaliações indicam incerteza quanto à disposição dela em romper formalmente laços com aliados históricos como Irã, China, Rússia e Cuba, incluindo a expulsão de diplomatas e assessores desses países do território venezuelano.

Rodríguez assumiu o cargo após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro, em uma operação militar que marcou uma escalada inédita nas tensões bilaterais.

Autoridades dos EUA esperam que a líder interina alinhe-se plenamente à agenda de Washington, que inclui conter a influência de adversários no hemisfério ocidental e explorar oportunidades no setor petrolífero venezuelano – país membro da OPEP com vastas reservas.

No entanto, apesar de medidas como a libertação de presos políticos e a autorização para venda de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, Rodríguez ainda não anunciou publicamente o rompimento com esses parceiros.

Sua posse, no início do mês, contou com a presença de representantes de Irã, China e Rússia, o que reforça as preocupações das agências americanas.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, visitou Caracas em 15 de janeiro para discutir o futuro político do país, mas o impacto dessas conversas permanece incerto.

Um alto funcionário da administração Trump, sob condição de anonimato, declarou que o presidente Donald Trump “continua a exercer máxima influência” sobre os líderes venezuelanos e “espera que essa cooperação continue”.

Em discurso recente, no dia 25 de janeiro, Rodríguez afirmou estar “farta” com a intervenção dos Estados Unidos, embora autoridades americanas tenham mantido contatos positivos com ela nos últimos dias.

A CIA avaliou previamente que figuras leais a Maduro, incluindo Rodríguez, seriam as mais preparadas para governar após sua saída, mas críticos questionam a estratégia de manter aliados do ex-líder no poder interino. Sem alternativa imediata viável, o governo Trump aposta na continuidade com Rodríguez, enquanto estabelece contatos com altos oficiais militares como plano de contingência.

A oposição, liderada por María Corina Machado – considerada vencedora das eleições de 2024 pela oposição, embora o regime tenha proclamado Maduro –, é vista como opção de longo prazo, mas sem condições atuais para assumir o controle efetivo, devido à falta de laços fortes com forças de segurança e setor petrolífero.

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