Ex-subsecretária de defesa dos EUA alerta: Conflito em Taiwan pode levar a terceira Guerra Mundial
Jana Nelson, ex-subsecretária de Defesa dos Estados Unidos, expressou grave preocupação com as tensões crescentes no Estreito de Taiwan, afirmando que uma eventual invasão chinesa à ilha autônoma, seguida de intervenção militar americana, poderia aproximar o mundo de um conflito global de grandes proporções.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa CNN Prime Time, onde a ex-autoridade destacou Taiwan como sua principal inquietação geopolítica atual.

Nelson questionou diretamente o dilema estratégico enfrentado por Washington: “Se eles invadiram Taiwan em algum momento, vai ou não vai os Estados Unidos sair à defesa?” Em seguida, ela completou: “E se sair à defesa de Taiwan, eu acho que estaremos chegando muito próximos a uma terceira guerra mundial sim.”
A ex-subsecretária apontou os frequentes exercícios militares da Marinha e do Exército de Libertação Popular da China (PLA) nos arredores de Taiwan como indícios claros de preparativos para uma possível ação ofensiva.
Esses treinamentos, que incluem simulações de bloqueio e assalto anfíbio, são interpretados por analistas como mensagens de força contra qualquer movimento separatista na ilha, que Pequim considera parte inalienável de seu território.
Taiwan, por sua vez, tem reforçado sua postura defensiva, prometendo resposta rápida e robusta a qualquer agressão, enquanto busca fortalecer alianças com os Estados Unidos e outros parceiros no Indo-Pacífico.
A política de “ambiguidade estratégica” mantida por Washington — que não confirma nem nega intervenção direta — continua no centro do debate, especialmente em meio a relatos de aumento de atividades cibernéticas e aéreas chinesas na região ao longo de 2025 e início de 2026.
Especialistas em relações internacionais veem o Estreito de Taiwan como um dos pontos mais voláteis do planeta, onde um erro de cálculo poderia escalar rapidamente para confronto entre as duas maiores potências nucleares.
Relatórios recentes de think tanks como o Institute for the Study of War e o American Enterprise Institute destacam a escalada de operações militares chinesas para afirmar soberania e testar respostas taiwanesas, embora alguns analistas avaliem que 2026 não seria o ano mais provável para uma invasão em larga escala, devido a custos econômicos, militares e sociais catastróficos para a China.
O alerta de Jana Nelson reforça o debate global sobre riscos geopolíticos em 2026, com foco em Taiwan, China, Estados Unidos e possibilidade de Terceira Guerra Mundial.
Enquanto Pequim mantém a retórica de reunificação pacífica, mas não descarta o uso da força, o Ocidente monitora de perto os movimentos no Indo-Pacífico.


















