Embarcação de propriedade Chinesa é interceptada pelos EUA próximo à costa Venezuelana
Forças norte-americanas realizaram a interceptação de um superpetroleiro de propriedade chinesa em águas internacionais próximas à Venezuela, intensificando a campanha de bloqueio às exportações de petróleo do regime de Nicolás Maduro.
A embarcação, batizada de Centuries e registrada sob bandeira panamenha, transportava cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo cru venezuelano e tinha como destino refinarias na China.
A operação, conduzida pela Guarda Costeira dos EUA com apoio militar, ocorreu na madrugada de sábado (20/12), marcando a segunda apreensão do tipo em menos de duas semanas. Fontes especializadas em rastreamento marítimo confirmam que o navio havia carregado a carga em porto venezuelano no início de dezembro e utilizava práticas comuns na chamada “frota fantasma” para contornar sanções internacionais.
A ação reflete a escalada da política do presidente Donald Trump, que anunciou um bloqueio total a petroleiros envolvidos no comércio de óleo sancionado da Venezuela. Embora a embarcação não conste na lista pública de sanções do Tesouro dos EUA, o petróleo pertencente à estatal PDVSA é alvo de restrições, o que justificou a intervenção.
O governo venezuelano reagiu com veemência, classificando a interceptação como ato de pirataria. A vice-presidente Delcy Rodríguez denunciou publicamente o incidente, afirmando que se trata de “roubo e sequestro” de um navio privado.
Analistas apontam que a maioria das exportações venezuelanas de petróleo tem a China como principal compradora, representando uma fração significativa das importações do gigante asiático. A propriedade chinesa do petroleiro adiciona complexidade diplomática à tensão entre Washington, Caracas e Pequim.
Essa apreensão de petroleiro chinês perto da Venezuela ocorre em meio a um amplo destacamento militar dos EUA no Caribe, ampliando debates sobre sanções ao petróleo venezuelano, bloqueio naval e implicações para o mercado global de energia. Especialistas alertam para possíveis impactos nos preços internacionais do óleo, caso as operações se intensifiquem e reduzam a oferta de barris venezuelanos.


















