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Ex-nora de Lula continua alvo da Operação Coffee Break

PF deflagra terceira fase da Operação Coffee Break: Ex-nora de Lula continua alvo em esquema de fraudes em licitações de materiais didáticos

A Polícia Federal (PF) intensificou as investigações nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) com a deflagração da terceira fase da Operação Coffee Break, que apura um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos destinados à compra de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo.

O foco permanece em figuras ligadas ao governo federal, incluindo Carla Ariane Trindade, ex-nora do petista Lula da Silva.

Carla Ariane, ex-esposa de Marcos Cláudio Lula da Silva (enteado de Lula, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia), é suspeita de ter atuado como lobista para facilitar a liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em benefício da empresa Life Tecnologia Educacional, do empresário André Gonçalves Mariano — apontado como principal articulador do esquema.

Segundo os investigadores, Mariano contratou Carla para obter vantagens junto ao governo federal.

Em uma agenda apreendida pela PF, o nome de Carla aparece acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao seu antigo vínculo familiar com o presidente Lula. A PF também menciona Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha, filho de Lula), como figura que teria desempenhado papel semelhante de influência.

O esquema, em operação desde pelo menos 2021, envolve direcionamento e superfaturamento de contratos, com desvios para empresas de fachada, doleiros e pagamentos em espécie.

Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

O relatório parcial da PF descreve uma “organização criminosa estruturada” formada por agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários.

Na ação de hoje, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além de medidas de constrição patrimonial.

Durante as diligências, agentes apreenderam fuzis, espingarda, pistolas, carregadores e munições. A fase anterior, deflagrada em 13 de novembro de 2025, resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia Cafu César (PSB), e cumpriu 50 mandados de busca em SP, DF e PR.

A empresa Life Tecnologia Educacional recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a municípios como Sumaré, Hortolândia e outros, com recursos do Ministério da Educação (MEC) e Fundeb. Parte dos valores teria sido desviada via superfaturamento e contratos direcionados.

Carla Ariane Trindade negou as acusações em nota divulgada na fase anterior, e sua defesa solicitou acesso aos autos para manifestação oficial após análise completa.

A operação, conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), destaca o combate a desvios na educação e reforça o escrutínio sobre influência em órgãos federais.

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