Guarda Nacional de Minnesota se prepara para apoiar deportações em massa
Em meio ao aumento da tensão nas ruas americanas e aos protestos violentos contra as operações de deportação em massa promovidas pelo governo Trump, a Guarda Nacional do Minnesota anunciou que está plenamente preparada para apoiar as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
A declaração oficial da unidade estadual surge após incidentes graves em Minneapolis, incluindo a morte de uma cidadã americana baleada por agente do ICE durante abordagem migratória.
Paralelamente, o Exército dos Estados Unidos (US Army) posicionou dois batalhões — totalizando cerca de 1.500 soldados — em prontidão para eventual entrada no estado, caso haja convocação federal.
A medida, no entanto, depende de uma declaração formal de insurreição pelo presidente Donald Trump, amparada pela Lei da Insurreição de 1807. Essa possibilidade, embora legal, é altamente controversa e malvista pela opinião pública, com risco de escalada política e acusações de abuso de poder.
A Guarda Nacional do Minnesota reforçou que está pronta para atuar em apoio às operações de fiscalização e deportação de imigrantes ilegais, especialmente diante dos protestos que ganharam força após a morte de Renee Nicole Good, 37 anos, baleada durante abordagem em Minneapolis.
O governador Tim Walz já havia alertado que as operações “perigosas e sensacionalistas” do governo federal colocavam vidas em risco — e o pior aconteceu.
A presença militar em prontidão reflete a estratégia agressiva da administração Trump, que intensificou deportações (mais de 352 mil em menos de um ano) e enfrenta resistência em estados democratas.
O posicionamento dos 1.500 soldados do Exército é visto por críticos como ameaça direta à soberania estadual e à liberdade de manifestação, especialmente após Trump ameaçar invocar a Lei da Insurreição para reprimir protestos.
Preservando as informações oficiais divulgadas:
“A Guarda Nacional do Minnesota informou que está pronta para atuar no apoio às operações de fiscalização e deportação de imigrantes ilegais, em meio a fortes protestos, principalmente em Minneapolis. O US Army também destacou dois batalhões, totalizando 1.500 homens, que estão prontos para entrarem no estado se forem chamados.”

“No caso específico do exército, Trump só poderá chamá-los se declarar insurreição no estado, uma medida prevista na lei, mas que é muito malvista no país.”
A possibilidade de federalização das forças armadas para conter protestos civis reacende o debate sobre os limites do poder executivo, o direito de manifestação e a militarização da política migratória. Enquanto apoiadores de Trump defendem a medida como necessária para “restaurar a lei e a ordem”, opositores veem nela um passo perigoso rumo ao autoritarismo.
A situação segue volátil, com protestos programados para os próximos dias e a Casa Branca monitorando de perto qualquer escalada que justifique intervenção federal. O país acompanha com apreensão se Minnesota será o primeiro teste real da disposição de Trump em usar forças armadas contra cidadãos em protesto.


















