Flávio Bolsonaro reafirma pré-candidatura “irreversível” à Presidência em 2026
Em um encontro carregado de emoção e estratégia política, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), na Superintendência da Polícia Federal nesta terça-feira (9/12), pela primeira vez desde o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026.
Preso injustamente desde novembro por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado que nunca aconteceu, Jair Bolsonaro não poupou palavras de incentivo ao filho, que agora carrega o legado familiar na corrida eleitoral.
Na saída da PF, Flávio relatou o momento marcante do adeus: “Na hora de ir embora ele deu um abraço, com aquele soco clássico no meu peito: ‘Fica firme, moleque, a gente vai ganhar’.

Essa é a mensagem”, contou o senador. A frase, segundo o parlamentar, reflete a confiança de Bolsonaro na vitória e no projeto conservador, apesar das barreiras judiciais que o impedem de concorrer.
Flávio, que assumiu publicamente a indicação do pai no último fim de semana, enfatizou que a pré-candidatura é “irreversível”. “Não vamos voltar atrás. Vamos seguir em frente. A partir de agora vamos conversar com as pessoas para ter as pessoas certas ao nosso lado”, declarou o senador a jornalistas, reforçando que o encontro serviu para atualizar o presidente sobre pesquisas e o impacto positivo do lançamento, que “reacendeu a chama da militância” conservadora. Ele acrescentou que Jair Bolsonaro ficou “muito feliz” com o “norte e uma candidatura real para ir consolidando a cada dia”.
A visita, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) e limitada a 30 minutos, também tocou em alianças chave.
Flávio agradeceu o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que era o nome mais cotado para herdar a tocha bolsonarista, mas foi preterido em favor do filho do presidente.

“Sempre disse que eu ia ser leal ao Bolsonaro, que eu sou grato ao Bolsonaro, eu tenho essa lealdade e é inegociável. Flávio tem uma grande responsabilidade. A partir de agora ele se junta a outros grandes nomes da oposição que já colocaram os seus nomes à disposição. São muitas questões que vão demandar projeto, que vão demandar esforço, que vão demandar liderança, e o Flávio agora se apresenta para fazer parte, para liderar, para encabeçar esse projeto. Para isso, vai contar com o nosso suporte”, afirmou Tarcísio na segunda-feira (8), durante evento em Diadema (SP).
O senador destacou que a força de Tarcísio em São Paulo será crucial para “tracionar e fortalecer o nosso nome em âmbito nacional”.
Questionado sobre uma suposta “condição” para recuar – em referência a declarações anteriores de que desistiria apenas se o pai fosse anistiado e pudesse concorrer –, Flávio esclareceu que o único “preço” seria a aprovação de uma lei de anistia no Congresso para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, projeto que aliados bolsonaristas pressionam para tramitar em 2026.
“Independentemente da configuração final das chapas, é um fato que a direita estará unida nas eleições de 2026”, pontuou, minimizando preocupações com o segundo turno ou composições de vice – especula-se Michelle Bolsonaro no Senado pelo DF, abrindo espaço para negociações de centro.
O movimento reorganiza o tabuleiro: Flávio surge como herdeiro direto de Bolsonaro, oficializado pelo PL e avalizado pela cúpula partidária.
Apoiadores celebram a “continuidade do projeto de nação” bolsonarista.
Flávio, por sua vez, já agenda reuniões com aliados para montar a estrutura, prometendo uma campanha focada em pautas como segurança, economia liberal e críticas ao governo Lula. A estreia do senador na arena presidencial promete agitar o pleito de 2026, com o bolsonarismo buscando revanche nas urnas.


















