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Filhos de Mansur são beneficiários de Fundos da Reag

Filhos de João Carlos Mansur aparecem como beneficiários de Fundos da Reag usados pelo Banco Master em esquema investigado pela PF

Os filhos do fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, surgem como beneficiários finais declarados de fundos que movimentaram R$ 1,45 bilhão em recursos supostamente oriundos do Banco Master.

As informações constam em manifestação do Ministério Público Federal (MPF) que corroborou o pedido da Polícia Federal (PF) para incluir Mansur como alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026.

De acordo com os investigadores, o Banco Master atuava de forma conjunta com a Reag DTVM para desviar valores por meio de uma complexa estrutura de fundos geridos pela Reag.

A manifestação do MPF destaca: “representação do Banco Central demonstra a utilização da Reag para o desvio de valores do Banco Master”. Além disso: “pessoas relacionadas a João Mansur — seus filhos — foram utilizados para a prática dos crimes”.

Os fundos citados incluem o Astralo 95 e o Reag Growth 95, que “integram uma extensa cadeia de controle, cujos beneficiários finais declarados são Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur”.

A Procuradoria aponta que: “A extensão e a complexidade destas cadeias de transações apresentam indícios de que as operações foram estruturadas mediante a participação coordenada do Banco Master e da Reag DTVM, possuindo o objetivo comum de desviar recursos do conglomerado Master para outros veículos com destinação alheia aos interesses da instituição”.

A Reag Investimentos, que multiplicou seu patrimônio sob gestão de R$ 25 bilhões em 2020 para R$ 341 bilhões em 2025, foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central no dia seguinte à operação, por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada liquidante, com Antônio Pereira de Souza como responsável técnico.

João Carlos Mansur, notório torcedor do Palmeiras e ex-executivo da Reag (que renunciou à presidência do conselho em setembro de 2025), foi alvo de buscas, mas não preso.

O caso integra as investigações sobre fraudes bilionárias no Banco Master, que culminaram na liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025 e na prisão de seu controlador, Daniel Vorcaro.

O inquérito, sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF, apura gestão fraudulenta, manipulação de mercado, lavagem de capitais e organização criminosa, com foco em cadeias complexas de fundos para ocultar o real destino de recursos.

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