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Finalmente Governo Brasileiro emite nota oficial sobre protestos no irã

Governo Lula emite nota oficial sobre protestos no Irã após mais de duas semanas de repressão violenta

Em meio a uma onda de protestos antigovernamentais no Irã que já dura mais de duas semanas, o governo brasileiro, liderado pelo petista Lula da Silva, finalmente se posicionou nesta terça-feira (13).

A nota oficial do Itamaraty lamentou as mortes ocorridas durante as manifestações, mas evitou condenar diretamente o regime iraniano pela repressão, enfatizando a necessidade de resolução “soberana” pelos próprios iranianos.

Os protestos no Irã eclodiram em 28 de dezembro de 2025, inicialmente motivados por insatisfações econômicas, mas rapidamente evoluíram para demandas pelo fim do regime dos aiatolás, que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979. Relatos de organizações de direitos humanos, como a Human Rights Activists (HRANA) e a Iran Human Rights (IHR), indicam um alto número de vítimas: estimativas variam de 538 a mais de 2.000 mortes confirmadas, com projeções que apontam para milhares de óbitos em meio à repressão violenta pelas forças de segurança iranianas.

A ONU expressou consternação com o aumento da violência, destacando centenas de mortes e milhares de detenções.

A “notinha” emitida pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, após um período de silêncio que durou mais de duas semanas, acompanha “com preocupação a evolução das manifestações” e transmite condolências às famílias afetadas.

No entanto, o documento omite qualquer menção explícita à responsabilidade do regime iraniano pelas mortes, limitando-se a afirmar que cabe aos iranianos decidir, de maneira “soberana”, sobre o futuro do país.

“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz o texto oficial, sem registrar condenações diretas à repressão.

Críticos do governo Lula apontam que o atraso na manifestação oficial representa uma omissão grave diante do que classificam como “massacre de manifestantes” por um regime ditatorial e opressor.

Nas redes sociais e em análises políticas, há questionamentos sobre o que seria pior: o silêncio inicial, ignorando o assassinato de milhares de pessoas, ou a emissão de uma “notinha” considerada insuficiente e “mequetrefe”.

O posicionamento do Brasil contrasta com reações mais firmes de outros países, que condenaram abertamente as violações de direitos humanos no Irã.

O Itamaraty também informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas e que a Embaixada em Teerã mantém contato com a comunidade brasileira no país.

O episódio reacende debates sobre a política externa do governo Lula em relação a regimes autoritários, especialmente considerando abstenções em votações da ONU que criticavam o Irã.

Enquanto os protestos persistem, com relatos de corte de internet e aumento da repressão, a comunidade internacional continua monitorando a situação.

No Brasil, a nota oficial gerou repercussão e críticas, exigindo uma postura mais assertiva em defesa dos direitos humanos.

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