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Flávio critica Moraes e reforça pedido de prisão domiciliar

Flávio Bolsonaro questiona tratamento diferenciado no STF e defende prisão domiciliar para o Presidente Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou as redes sociais na quinta-feira (15) para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária para seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Em publicação no X (antigo Twitter), Flávio destacou supostas diferenças no tratamento dispensado a figuras políticas e alertou para os riscos à saúde do presidente decorrentes de seu quadro clínico atual.

“Se fosse com o ex-presidente Michel Temer, Alexandre de Moraes estaria agindo da mesma forma?”

O senador prosseguiu detalhando os efeitos adversos dos medicamentos utilizados por Jair Bolsonaro para tratar um problema crônico de soluços, que persiste desde o final de 2025 e já motivou múltiplas internações e procedimentos médicos.

“Os remédios que Bolsonaro toma para seu atual problema crônico de soluços têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência. Concretamente, já teve uma queda em que bateu com a cabeça. Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido. Poderia, sim, ter sido encontrado morto – SOZINHO – na cela da Polícia Federal.”

“Espero que, em breve, a lei seja cumprida e Bolsonaro seja transferido para sua casa, o único local onde esse risco de queda pode ser amenizado – enquanto os médicos não solucionam o problema em definitivo.”

O presidente sofreu a queda no início de janeiro, ao caminhar na cela durante episódio de desequilíbrio possivelmente ligado à medicação.

Exames médicos descartaram lesões graves, como traumatismo craniano severo, mas confirmaram suspeitas de interação medicamentosa causando tontura e sonolência.

A defesa formalizou novo pedido de prisão domiciliar humanitária após o incidente, argumentando condições desumanas na cela, incluindo isolamento prolongado e falta de monitoramento constante – fatores que aumentariam o risco em caso de novas crises.

No entanto, o ministro Alexandre de Moraes já negou solicitações semelhantes em ocasiões anteriores, mantendo o cumprimento da pena em regime fechado na sede da PF.

O quadro de saúde de Jair Bolsonaro inclui crises persistentes de soluços, agravadas por refluxo gastroesofágico, que evoluíram para azia constante, vômitos e dificuldades para alimentação e sono.

A família e aliados classificam a situação como incompatível com a detenção solitária, defendendo a transferência para residência como medida humanitária.

Até o momento, não há resposta oficial do STF ou do ministro relator sobre a nova manifestação.

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