Flávio Bolsonaro afirma que carta do pai elimina dúvidas sobre pré-Candidatura à Presidência em 2026 e pede união da Direita
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta quinta-feira (25/12) que o documento manuscrito redigido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e lido publicamente antes de sua cirurgia “retira qualquer sombra de dúvida” quanto à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Ao mesmo tempo, o parlamentar cobrou maior coesão entre os partidos de direita, em um cenário marcado por hesitação de siglas do Centrão em apoiar o projeto bolsonarista.
A leitura da carta ocorreu na entrada do Hospital DF Star, em Brasília, minutos antes do início do procedimento cirúrgico para correção de hérnias abdominais, agendado para as 9h.
“Como muitas pessoas dizem que não ouviram da boca dele, acho que isso aqui retira qualquer sombra de dúvida. Para mim não muda nada, mas para quem ainda não estava acreditando pode ser que mude”, declarou Flávio aos jornalistas presentes.
“Espero que a gente se una. Temos que buscar neste momento a unidade para alcançar esse objetivo em comum de evitar que o PT destrua nosso país.”
No texto, Jair Bolsonaro formaliza a escolha do filho como seu sucessor político, descrevendo-o como o responsável pela “missão de resgatar o nosso Brasil”, em uma decisão “consciente e legítima” e “amparada no desejo de preservar os princípios daqueles que caminharam comigo”. O presidente ainda define Flávio como “a continuidade do caminho da prosperidade que iniciei bem antes de ser Presidente”.
Após a leitura, o senador expressou gratidão e destacou a união familiar no momento:
“Só tenho a agradecer a confiança do meu pai”, afirmou. “Estou aqui com meu irmão Carlos e Michelle está acompanhando a cirurgia. Estamos todos, em primeiro lugar, imbuídos na saúde dele e depois para dar continuidade ao resgate do nosso país.”
A manifestação ocorre em meio a resistências de partidos do Centrão, que preferem nomes alternativos para liderar a oposição em 2026. Essa nova etapa consolida Flávio como herdeiro político de Jair Bolsonaro, intensificando debates sobre a sucessão na direita brasileira.


















