O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou, nesta segunda-feira (1º/12), as falas de Michelle Bolsonaro sobre a aproximação da direita com Ciro Gomes (PDT) no Ceará.
Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar classificou a declaração de Michelle como “autoritária e constrangedora”.
“A Michelle atropelou o próprio presidente Bolsonaro, que havia autorizado o movimento do deputado André Fernandes no Ceará. E a forma com que ela se dirigiu a ele, que talvez seja nossa maior liderança local, foi autoritária e constrangedora”, declarou o filho mais velho de Jair Bolsonaro à coluna.
Flávio explicou que, no cenário político cearense, existem apenas três forças relevantes: Bolsonaro, Lula e Ciro. “Partindo do princípio que Ciro é candidato ao governo do Estado e não será um palanque de apoio a Lula, há uma janela de oportunidade para diminuir a força local de Lula para presidente”, argumentou o senador.
O parlamentar enfatizou ainda que as decisões sobre candidaturas majoritárias nos estados não caberão nem a Michelle, nem a ele próprio, nem a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. De acordo com Flávio, tudo passará por debate interno em um grupo específico.
“O mecanismo será uma discussão interna feita por um grupo, do qual ela faz parte, e depois a decisão final será, sempre, de Jair Messias Bolsonaro. Michelle não é política e precisa entender que a forma de tomar uma decisão às vezes é mais importante do que a própria decisão”, afirmou.
Flávio ligou para André Fernandes
Logo após o episódio com Michelle, ainda no domingo, Flávio Bolsonaro telefonou para André Fernandes. O senador teria pedido desculpas ao deputado cearense em nome da família pelo tom usado por Michelle
Nos grupos de WhatsApp do PL, André Fernandes recebeu apoio de vários colegas de bancada nas últimas horas. Parlamentares do partido consideraram a intervenção de Michelle “desrespeitosa” e afirmaram que ela acabou passando por cima da autorização dada pelo próprio Jair Bolsonaro à aproximação com Ciro no Ceará.


















