Senador sobressai incrivelmente e pode mudar o jogo em 2026
A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026), trouxe um indicador surpreendente para esta fase inicial da pré-campanha presidencial: com apenas 31% de indecisos na modalidade espontânea — quando os nomes dos candidatos não são apresentados —, o índice fica bem abaixo da média histórica para levantamentos realizados com cerca de oito meses de antecedência à eleição.
Esse patamar baixo de indecisão sinaliza que mais da metade do eleitorado já tem uma escolha definida de forma espontânea, demonstrando um engajamento precoce e uma polarização mais consolidada do que o usual nessa altura do calendário eleitoral.
O destaque mais expressivo vem do campo conservador: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parte de 14% na espontânea e salta para 30% na estimulada, quando os nomes são listados. Trata-se de um salto significativo e raro, que evidencia uma transferência de votos forte e quase automática ligada ao sobrenome Bolsonaro.
“O sobrenome Bolsonaro demonstra uma força inédita de transferência de votos”, observa a análise do levantamento, que aponta para um fenômeno incomum: mesmo sem campanha formal lançada, Flávio herda rapidamente o capital político do clã, consolidando-se como principal nome da oposição ao lulismo.
Com o eleitorado mais atento e definido cedo, a disputa caminha para um embate direto entre esses dois polos, o que pode mudar o jogo em 2026.
Flávio Bolsonaro se posiciona como uma alternativa forte, pronta para capitalizar a rejeição ao PT e oferecer continuidade ao projeto conservador que marcou o Brasil recente.


















