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Governadores reunidos priorizam combater crime organizado no Sul e Sudeste

Os governadores das regiões Sul e Sudeste do Brasil, reunidos no 14º encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), defenderam na sexta-feira (5/12) o avanço na construção de plataformas interoperáveis de dados criminais, georreferenciamento, inteligência policial e compartilhamento de informações entre Estados. 

A medida visa fortalecer a capacidade coletiva de identificar rotas de facções criminosas, movimentações suspeitas, fluxos financeiros e redes de lavagem de dinheiro, em resposta ao crescimento do crime organizado transnacional.

O documento final do evento, a Carta do Rio de Janeiro, foi divulgada na manhã deste sábado (6) no Palácio Guanabara, com a presença dos governadores Cláudio Castro (RJ), Eduardo Leite (RS), Jorginho Mello (SC), Romeu Zema (MG) e Ratinho Júnior (PR), além de representantes dos demais Estados-membros. 

Os líderes destacaram que apenas ações coordenadas entre Estados, União e sociedade civil podem gerar resultados concretos e duradouros na segurança pública, especialmente em um contexto de recordes de violência em fronteiras regionais.

“A integração de inteligência é essencial para nos anteciparmos ao crime organizado, que não respeita limites geográficos”, enfatizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante a sessão técnica. 

A proposta inclui a criação de um fórum permanente de secretários de Segurança para mapear vulnerabilidades e propor operações conjuntas, com foco em financiamento federal para tecnologias de monitoramento. 

Especialistas consultados pelo Cosud apontam que o compartilhamento de dados poderia reduzir em até 30% as ações isoladas, conforme estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O encontro também reuniu procuradores-gerais dos Estados, que anunciaram a formação do Cosud MP, uma rede para harmonizar investigações sobre lavagem de capitais e tráfico de armas. 

“Não existe política pública efetivamente prioritária se ela não estiver com recursos no orçamento. O Cosud manifesta sua preocupação com o financiamento da segurança pública no Brasil, buscando fontes e oferecendo caminhos”, alertou o grupo em nota conjunta.

Em paralelo, Romeu Zema (Novo-MG) foi eleito por unanimidade para presidir o Cosud até o próximo ciclo. O governador mineiro assumirá a coordenação a partir de janeiro, com o próximo encontro marcado para 20 de março de 2026, em Belo Horizonte. 

A escolha reforça o protagonismo de Minas Gerais na articulação regional, que representa 70% do PIB nacional e abriga 120 milhões de habitantes. 

Zema, que também é pré-candidato à Presidência em 2026, afirmou que o consórcio deve priorizar pautas federativas para pressionar o Congresso por reformas legislativas mais rigorosas contra o crime.

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