Corina Machado afirma que governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela é “Absolutamente Temporário”
A líder opositora venezuelana Corina Machado declarou na quarta-feira (7) que o governo interino encabeçado pela presidente em exercício Delcy Rodríguez tem caráter provisório e deve durar apenas até a realização de eleições livres e transparentes.
A declaração reforça a posição da oposição de não reconhecer legitimidade permanente ao regime instalado após a captura de Nicolás Maduro pelas forças especiais americanas.
Em entrevista coletiva virtual, Machado enfatizou a transitoriedade da atual administração: “O governo interino na Venezuela é absolutamente temporário”.
Ela condicionou qualquer apoio da oposição à convocação imediata de um pleito presidencial com supervisão internacional, garantias de participação de todos os candidatos e restauração de direitos políticos.
A opositora, que se mantém em esconderijo desde a operação militar dos EUA em 3 de janeiro, criticou a dependência excessiva de Rodríguez em relação a Washington.
Segundo Machado, as exigências americanas – como rompimento total com China, Rússia, Irã e Cuba, além de parceria exclusiva na exploração de petróleo com empresas dos EUA – comprometem a soberania nacional e afastam setores moderados da oposição.
“Não podemos trocar uma dependência por outra. A Venezuela precisa de um governo de transição verdadeiramente inclusivo, que represente todas as forças democráticas e priorize a reconstrução do país, não interesses estrangeiros”, afirmou.
Analistas internacionais observam divisão na oposição: parte apoia Rodríguez como mal menor para evitar o caos, enquanto o núcleo liderado por Machado e apoiadores de Juan Guaidó exige eleições em até 90 dias.
Fontes próximas à Casa Branca indicam que Trump aceita a transição prolongada desde que as condições energéticas e geopolíticas sejam atendidas.
A declaração de Machado ganha repercussão em meio ao plano de três fases apresentado pelo secretário de Estado Marco Rubio, que prevê estabilização imediata, recuperação econômica com investimentos ocidentais e, por fim, transição democrática.
A opositora alertou que, sem calendário eleitoral claro, o interinato pode se consolidar em um novo autoritarismo.
O debate sobre o futuro político venezuelano segue intenso, com pressão crescente por um acordo nacional que inclua anistia a presos políticos e retorno de exilados.


















