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Groenlândia não se curvará às pressões dos EUA para ceder soberania

Groenlândia reafirma soberania: Premiê rejeita pressão dos EUA e ameaças de Trump por anexação

Em meio à escalada de tensões geopolíticas no Ártico, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou firmemente que a ilha não se curvará às pressões dos Estados Unidos para ceder soberania.

A declaração surge como resposta direta às repetidas ameaças do presidente americano Donald Trump, que inclui propostas de compra, tarifas punitivas contra aliados europeus e insinuações de aquisição “de um jeito ou de outro”.

Em publicação no Facebook nesta segunda-feira (19/01/2026), Nielsen afirmou: “Não nos deixaremos pressionar. Mantemo-nos firmes no diálogo, no respeito e no direito internacional”. Ele acrescentou: “Ao mesmo tempo, temos recebido apoio de outros países e líderes. Isso significa algo. Não como interferência, mas como um claro reconhecimento de que a Groenlândia é uma sociedade democrática com o direito de tomar suas próprias decisões”.

A reação do premiê groenlandês ocorre após Trump intensificar sua campanha pela incorporação da Groenlândia – território autônomo da Dinamarca e membro da OTAN –, argumentando que o controle americano é essencial para a segurança nacional dos EUA, especialmente contra influências de Rússia e China na região rica em minerais estratégicos e recursos naturais.

Manifestações Populares e Apoio Internacional

O posicionamento firme de Nielsen ecoa o sentimento da população local. No último sábado (17/01), grandes protestos pacíficos ocorreram em Nuuk (capital da Groenlândia) e em Copenhague (Dinamarca), demonstrando união contra as pressões externas.

O premiê expressou gratidão: “Muitas pessoas expressaram pacificamente o amor pelo nosso país e o respeito pela nossa democracia. Sou muito grato por isso”.

A Groenlândia tem recebido solidariedade de líderes europeus e aliados da OTAN, que veem as ameaças americanas como um risco à coesão da aliança atlântica.

A União Europeia considera contramedidas econômicas, incluindo o uso do “Instrumento Anticoerção”, em resposta às tarifas anunciadas por Trump contra países que resistem à anexação.

Contexto de uma disputa crescente

A ambição de Trump pela Groenlândia remonta ao seu primeiro mandato (2019), mas ganhou força em 2026 com declarações sobre tarifas crescentes a nações europeias até que um acordo seja alcançado.

A ilha, com sua posição estratégica no Ártico, vastas reservas de minerais raros e importância para defesa antimísseis, tornou-se foco de uma crise diplomática que ameaça relações transatlânticas.

Apesar das pressões, o governo groenlandês mantém o diálogo aberto, mas sob princípios de soberania e direito internacional.

Analistas destacam que a resistência local reforça a autodeterminação da Groenlândia, enquanto a comunidade internacional observa de perto os desdobramentos que podem redefinir alianças globais

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