Regime Iraniano anuncia primeiras condenações à morte de manifestantes presos; Execução por enforcamento pode ocorrer na quarta-Feira
Em meio à escalada da repressão aos protestos nacionais que agitam o Irã desde o final de dezembro de 2025, o regime anunciou que o primeiro grupo de manifestantes detidos será condenado à pena de morte, com a execução marcada para a manhã de quarta-feira (14 de janeiro).
A medida representa uma intensificação drástica da resposta governamental à onda de manifestações que já resultou em centenas de mortes e milhares de prisões.
De acordo com fontes próximas às famílias e organizações de direitos humanos, como o Iran Human Rights (IHRNGO), o jovem de 26 anos Erfan Soltani, preso em 8 de janeiro em Fardis (subúrbio de Karaj, próximo a Teerã), foi informado de que sua sentença de morte será cumprida em breve.
A família recebeu a notícia de que a execução ocorrerá por enforcamento, e há indícios de que algumas possam ser realizadas em público, conforme previsto na lei islâmica para certos crimes graves.
“ família foram informados de que ele foi sentenciado à morte e que a sentença será executada em 14 de janeiro.” — relataram fontes próximas à família de Erfan Soltani ao IHRNGO.
O caso de Soltani é considerado o primeiro de uma possível onda de execuções rápidas contra participantes dos protestos, que começaram motivados pela crise econômica (inflação, desvalorização do rial e escassez) e evoluíram para demandas radicais pela queda do regime teocrático liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
O jovem não teve acesso a advogado, julgamento justo ou possibilidade de recurso, segundo ativistas.
A ameaça de pena capital já havia sido sinalizada por autoridades iranianas, incluindo o procurador-geral, que classificou manifestantes como “inimigos de Deus” (moharebeh), crime punível com morte no código penal islâmico.
O regime tem usado execuções como ferramenta de intimidação em períodos de instabilidade, com histórico de aplicação rápida de sentenças durante crises anteriores.
Até o momento, o número de mortos nos protestos varia entre mais de 500 (segundo HRANA) e 648 (IHRNGO), incluindo crianças, com milhares feridos e mais de 10 mil presos.
O apagão total de internet e bloqueio da Starlink dificultam a verificação independente, mas relatos apontam para uso indiscriminado de munição real e chacinas em várias províncias.
A comunidade internacional, incluindo ONU, Amnesty International e Human Rights Watch, condena a repressão e alerta para crimes contra a humanidade.
O presidente americano Donald Trump reiterou ameaças de intervenção caso a violência persista.


















