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Irã rejeita reabrir Estreito de Ormuz em troca de cessar-fogo temporário

Alto funcionário iraniano afirma que Teerã analisa proposta de paz do Paquistão, mas não aceita pressões ou prazos; decisão ocorre em meio a ultimato de Trump e nova rodada de bombardeios na região

O Irã não pretende reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar-fogo temporário”. A posição foi transmitida nesta segunda-feira (6 de abril de 2026) por um alto funcionário iraniano à agência Reuters, de acordo com a matéria da CNN BRASIL.

Fonte CNN BRASIL / REUTERS

Ouça a análise da jornalista da CNN BRASIL sobre a declaração iraniana de não aceitar reabri o Estreito de Ormuz:

Fonte CNN BRASIL

Segundo o representante, Teerã considera que os Estados Unidos não estão preparados para um “cessar-fogo permanente”. O mesmo funcionário confirmou que o Irã recebeu uma proposta de cessar-fogo imediato mediada pelo Paquistão e está analisando o plano de paz.

Ele ressaltou, porém, que o país “não aceita ser pressionado a cumprir prazos ou tomar uma decisão apressada”. O esboço da proposta prevê duas etapas: primeiro um cessar-fogo, seguido de um acordo mais amplo que poderia ser fechado em 15 a 20 dias, de acordo com fonte próxima às negociações.

A declaração acontece em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. O presidente americano Donald Trump tem ameaçado novos ataques à infraestrutura energética e de transporte do Irã caso o estreito estratégico não seja reaberto até terça-feira (7 de abril), com prazo final fixado para as 20h no horário da costa leste dos EUA.

Novos bombardeios foram registrados na região nesta segunda-feira, mais de cinco semanas após o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em resposta, Teerã bloqueou praticamente o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás natural comercializados no mundo — e realizou ataques contra Israel, bases militares americanas e instalações energéticas no Golfo.

A passagem marítima continua fechada para navios ligados aos EUA e a Israel, segundo posição iraniana, o que mantém forte pressão sobre o mercado global de energia.


Fonte CNN  BRASIL / REUTERS

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