Governo brasileiro faz pressão diplomática nos EUA para evitar que Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital entrem na lista oficial de organizações terroristas; Lula vê medida como ameaça de intervenção militar estrangeira em solo nacional
O petista Lula da Silva está em alerta máximo com a possibilidade iminente de os Estados Unidos classificarem as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. A medida, que deve ser anunciada nos próximos dias pela administração Trump, é vista pelo Planalto como um risco grave à soberania nacional.
Segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto, o presidente Lula teria expressado preocupação direta com as consequências geopolíticas da decisão americana: “a medida feriria a soberania do país e poderia abrir margem para uma ação militar dos EUA em território brasileiro”.
A classificação como grupo terrorista permitiria ao governo dos EUA congelar bens, bloquear transações financeiras internacionais, impor sanções secundárias a quem fizer negócios com as facções e — o ponto mais sensível para Brasília — justificar operações militares ou de inteligência em território estrangeiro contra organizações consideradas ameaça à segurança nacional americana.
O Itamaraty já teria iniciado contatos discretos com o Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro americano para tentar evitar ou ao menos amenizar o alcance da medida.
A preocupação maior é que a designação abra precedente para intervenção direta em áreas controladas por facções no Brasil, especialmente na Amazônia e em regiões de fronteira.


















