Venezuela condena apreensão de segundo petroleiro por forças americanas: ‘Esses atos não ficarão impunes’
O governo da Venezuela repudiou veementemente a interceptação e captura de mais um navio-tanque que transportava petróleo do país, realizada pelas forças dos Estados Unidos em águas internacionais neste sábado (20/12). Trata-se da segunda operação do tipo em curto período, intensificando as tensões diplomáticas entre Caracas e Washington.
Em nota oficial emitida pelo Ministério das Relações Exteriores, a administração de Nicolás Maduro classificou a ação como um ato grave de pirataria e anunciou intenções de recorrer a instâncias internacionais.
“A República Bolivariana da Venezuela denuncia e rejeita categoricamente o roubo e sequestro de um novo navio privado que transportava petróleo venezuelano, bem como o desaparecimento forçado de sua tripulação, cometidos por militares dos Estados Unidos da América em águas internacionais”, inicia o comunicado.
O texto conclui com uma advertência firme: “Esses atos não ficarão impunes”.
A operação foi registrada no final da madrugada e acompanhada da divulgação de imagens pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, que justificou a medida em publicação nas redes sociais.
“Os Estados Unidos continuarão a combater a movimentação ilícita de petróleo sob sanções, usada para financiar o narcoterrorismo na região”, escreveu Noem na rede social X.
Essa é a segunda apreensão confirmada desde o dia 10/12, quando um primeiro petroleiro foi tomado pelas autoridades americanas. Na sequência, o presidente Donald Trump decretou um bloqueio naval completo contra embarcações que carregam óleo venezuelano, alegando combate ao financiamento de atividades ilegais.
O setor petrolífero representa a principal fonte de receita para a Venezuela, detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris. As sanções impostas pelos EUA desde 2019 forçaram o uso de frotas clandestinas para exportações, muitas vezes destinadas à China, maior compradora do crude venezuelano.
Analistas internacionais apontam que essas ações americanas visam pressionar economicamente o governo Maduro, ao mesmo tempo em que atendem interesses estratégicos no mercado energético global. Relatos indicam que Caracas já enfrenta dificuldades para armazenar o petróleo não exportado devido ao embargo.
A escalada ocorre em meio a um reforço militar dos EUA no Caribe, com operações que incluem combates a embarcações suspeitas de tráfico de drogas. A Venezuela promete levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e outras organizações multilaterais para denunciar o que considera violações do direito internacional.
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