Nicolás Maduro afirma ter sido capturado em sua residência durante audiência em Nova York
O ex-líder venezuelano Nicolás Maduro declarou nesta segunda-feira (5 de janeiro de 2026), durante sua primeira audiência em um tribunal federal de Manhattan, que “Fui capturado em minha casa, em Caracas, na Venezuela”.
A declaração, feita diretamente ao juiz Alvin Hellerstein, sinaliza a estratégia de defesa centrada na alegada ilegalidade da operação militar americana que o deteve.
Maduro, capturado na madrugada de sábado (3) em Caracas e transferido para os Estados Unidos, negou todas as acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas.
É raro que réus façam pronunciamentos pessoais em audiências iniciais, pois advogados geralmente orientam silêncio para evitar prejuízos ao processo.
O juiz Hellerstein interrompeu o venezuelano, alertando que “Haverá um momento e um lugar para tratar de tudo isso”.
A defesa de Maduro descreve a captura como uma “abdução militar”, comparando-a a precedentes históricos como a invasão americana ao Panamá em 1989.
Especialistas apontam que argumentos semelhantes foram rejeitados em casos anteriores, focando os tribunais nas acusações substantivas em vez da forma de detenção.
A sessão durou cerca de meia hora, e a próxima audiência foi marcada para 17 de março.
Maduro permanece detido preventivamente, enquanto o caso desperta debates sobre soberania, direito internacional e intervenções unilaterais na América Latina.


















