Maduro enfrenta o frio em Nova York: Circulam imagens de ex-presidente Venezuelano chapinhando na neve durante recreio na prisão
Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela capturado por forças especiais americanas em 3 de janeiro, cumpre detenção no Metropolitan Detention Center (MDC) de Brooklyn, uma prisão federal notória por condições precárias e por abrigar detentos de alto perfil.
No sábado (10), circularam nas redes sociais supostas fotos e vídeos do ex-líder chavista durante seus 30 minutos diários de recreio ao ar livre (patio), onde ele aparece chapinhando na neve – um contraste drástico com o clima tropical de Caracas.
As imagens, que mostram Maduro caminhando em um pátio coberto de neve, geraram repercussão imediata nas redes, com internautas destacando o simbolismo da queda: de palácio presidencial a uma prisão conhecida como “o inferno na Terra”, com relatos históricos de superlotação, violência, comida infestada de larvas e falta de cuidados médicos.
No entanto, há controvérsias sobre a autenticidade das fotos, já que usuários apontaram que não houve nevascas significativas em Nova York na semana, levantando dúvidas sobre se as imagens são reais ou editadas.
Enquanto Maduro enfrenta o rigor do inverno americano e o processo judicial por acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e posse de armas, seu filho Nicolás Maduro Guerra (conhecido como “Nicolasito”) transmitiu uma mensagem de resistência.
Durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em Caracas, ele relatou o contato do pai via advogados:
“Dijo que ‘no estén tristes, nosotros estamos bien, somos unos luchadores’. Eso dijo Nicolás, dijo ‘soy un luchador’” — afirmou Maduro Guerra, reforçando que o ex-presidente está “forte” e que “não o venceram”.
O recado veio em meio a marchas de milhares de chavistas nas ruas de Caracas e outras cidades, exigindo a libertação de Maduro e de sua esposa Cilia Flores (também detida).
Apesar da mobilização, o texto sugere um certo isolamento: Maduro estaria “abandonado por sus excompinches chavistas”, com poucos aliados de peso se manifestando publicamente desde a intervenção americana, que levou à ascensão de Delcy Rodríguez como presidente interina.
A prisão MDC Brooklyn, onde Maduro permanece em unidade de segurança especial (SHU) por razões de proteção, já abrigou figuras como Joaquín “El Chapo” Guzmán, Sean “Diddy” Combs e Ghislaine Maxwell.
Especialistas destacam que o local é criticado por condições “barbáricas”, incluindo camas de aço, celas frias e isolamento rigoroso – fatores que amplificam o contraste com a vida anterior do ex-líder.

















