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Maduro tenta barganhar com Trump

Maduro ofereceu deixar a Venezuela em troca de anistia total e fim de sanções.

Em conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ditador venezuelano Nicolás Maduro manifestou disposição para abandonar o país, condicionando sua saída a uma “anistia legal e completa” para ele e sua família e mais de 100 aliados, à suspensão integral das sanções americanas e ao arquivamento do processo que responde no Tribunal Penal Internacional (TPI), informou a agência de notícias Reuters, citando duas fontes com conhecimento direto da ligação.

De acordo com os relatos, Maduro sugeriu que a vice-presidente Delcy Rodríguez assumisse um governo de transição até a convocação de novas eleições presidenciais.

Trump recusou quase todas as exigências apresentadas por Maduro em um diálogo que não ultrapassou 15 minutos. O presidente americano, no entanto, concedeu um prazo de sete dias para que o venezuelano deixasse o território nacional com destino à sua escolha, acompanhado dos familiares.

O salvo-conduto oferecido expirou na sexta-feira (28 de novembro), o que levou Trump a determinar, no dia seguinte, o fechamento do espaço aéreo venezuelano, segundo as mesmas fontes.

A administração Trump não reconhece Nicolás Maduro – que ocupa o cargo desde 2013 – como presidente legítimo da Venezuela. Maduro declarou-se reeleito no pleito do ano passado, eleição considerada fraudulenta pelos Estados Unidos e por diversos governos ocidentais e que, conforme observadores independentes, foi vencida de maneira ampla pela oposição.

Ainda não há informações sobre a possibilidade de Maduro apresentar nova proposta que inclua garantia de saída segura. Na segunda-feira, Trump reuniu seus principais assessores para avaliar a estratégia de pressão contra Caracas, entre outros temas, informou uma alta autoridade americana.

Escalada militar americana na região

Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram operações contra embarcações suspeitas de transportar narcóticos nas águas próximas à costa venezuelana.

Ao todo, foram registrados 21 ataques a navios no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, resultando na morte de 83 pessoas.

Cerca de 15 mil militares americanos foram mobilizados para a região, apoiados por mais de uma dúzia de navios de guerra.

No sábado, a Reuters noticiou, com base em quatro autoridades dos EUA, que Washington prepara o início de uma nova etapa de ações relacionadas à Venezuela nos próximos dias. Duas dessas fontes indicaram que operações clandestinas devem ser o primeiro movimento dessa fase contra o governo Maduro.

Nicolás Maduro, que está no poder desde 2013, acusou Donald Trump de tentar promover um golpe de Estado e afirmou que o povo venezuelano e as Forças Armadas resistirão a qualquer tentativa de removê-lo do cargo.

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