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Veja como fica o mapa político após vitória conservadora no Chile

Vitória de Kast no Chile equilibra mapa da América do Sul entre esquerda e direita

O candidato de direita José Antonio Kast foi eleito presidente do Chile neste domingo (14/12), obtendo mais de 58% dos votos, segundo dados do Serviço Eleitoral (Servel). Ele derrotou a candidata de esquerda Jeanette Jara, marcando um giro conservador no país e promovendo um equilíbrio ideológico no continente sul-americano.

Com o resultado, a direita passará a governar 6 dos 12 países da América do Sul, alcançando metade deles.


Esquerda x direita: veja como está o mapa da América do Sul após a eleição presidencial no Chile:

Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio. A esquerda prevaleceu no início do século 21, com a chamada “onda rosa”, mas a direita recuperou terreno nos últimos anos, impulsionada pelo esgotamento do ciclo econômico do “boom” das commodities.

O termo “onda rosa” se popularizou após ser usado pelo jornalista Larry Rohter, do The New York Times, na vitória de Tabaré Vázquez no Uruguai em 2004. Impulsionados pela alta das commodities, especialmente pela demanda chinesa, governos de esquerda investiram em programas sociais e redistribuição de renda.

Temos agora um continente que está bem dividido politicamennte. O que chama atenção é termos um cenário internacional marcado por dificuldade de diálogo e cooperação de governos latino-americanos de diferentes orientações ideológicas. Alternância ideológica é natural nas democracias, mas se torna delicada em contextos de fragilidade institucional.

Após a crise econômica mundial de 2008, as commodities começaram a perder valor, dificultando a permanência dos governos progressistas. Na década seguinte, o campo conservador ganhou espaço — movimento observado também em outras partes do mundo.

Em 2015, oito governos eram de esquerda e quatro de direita. Três anos depois, o cenário se inverteu com o avanço conservador. A tendência recuou a partir de 2020, pós-pandemia. A partir de 2026, seis países serão governados por líderes de esquerda e seis pela direita.

Mesmo com avanços, a região enfrenta desafios para consolidar instituições democráticas. O índice de democracia do V-Dem mostra altos e baixos nos últimos 100 anos.

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