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Maria Corina saiu da Venezuela de barco, mas não chegou a tempo da cerimônia do Nobel

Filha de María Corina Machado recebe Nobel da Paz em nome da mãe em Oslo


María Corina Machado saiu de barco ontem (09/12) da Venezuela com destino à ilha de Curaçao, de onde embarcou para a Noruega para a cerimônia do Prêmio Nobel da Paz (ela não chegou a tempo de receber o prêmio, que foi entregue à sua filha).

As informações são do THE WALL STREET JOURNAL

E ontem, no mesmo momento em que ela saia de barco, dois caças americanos F/A-18 Super Hornet, provenientes do porta-aviões nuclear USS Gerald R Ford, entraram no espaço aéreo da Venezuela e sobrevoaram exatamente a área por onde Corina Machado fugiu, provavelmente para lhe garantir segurança e impedir ataques da ditadura de Maduro.

Filha da líder da oposição venezuelana

Ana Corina Sosa Machado, filha da líder da oposição venezuelana María Corina Machado, discursou sobre a luta pela democracia no país ao aceitar o Prêmio Nobel da Paz de 2025 em nome de sua mãe, durante a cerimônia realizada nesta quarta-feira (10/12) na Prefeitura de Oslo, no aniversário da morte de Alfred Nobel.

A honraria foi concedida a Machado “por sua incansável defesa dos direitos democráticos na Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, conforme o Comitê Norueguês do Nobel. 

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A opositora, que vive em clandestinidade no país sul-americano desde as eleições presidenciais de julho de 2024, era aguardada no evento, desafiando uma proibição de viagem imposta há uma década pelo regime de Nicolás Maduro.

No entanto, declarações divulgadas nesta quarta-feira confirmaram que ela está a caminho de Oslo, embora não compareça à cerimônia propriamente dita. Em uma gravação de áudio liberada pelo Instituto Nobel da Noruega momentos antes do início do ato, Machado afirmou: “Estarei em Oslo, estou a caminho de Oslo neste momento.”

Anteriormente, seus representantes haviam declarado: “Confirmamos que ela não comparecerá à cerimônia do Nobel, mas estamos otimistas quanto à sua participação nos demais eventos do dia”.

Os organizadores do prêmio destacaram os esforços da laureada: ela “fez tudo ao seu alcance para comparecer à cerimônia de hoje”, mas “sua jornada envolveu extremo perigo”. O comunicado prosseguiu: “Embora ela não possa comparecer à cerimônia ou aos eventos de hoje, estamos profundamente aliviados em confirmar que ela está segura e se juntará a nós em Oslo.”

A ausência de Machado gerou especulações intensas, mas sua chegada iminente à capital norueguesa foi celebrada com aplausos durante o evento, presidido pelo rei Harald V e pela rainha Sonja. Ana Corina Sosa, em seu discurso lido em nome da mãe, enfatizou: “A liberdade não é algo que esperamos, mas algo que nos tornamos”. 

Centenas de venezuelanos exilados acompanharam a solenidade em uma praça adjacente ao Centro Nobel da Paz, com apresentações culturais como a pianista Gabriela Montero executando “Mi Querencia”, de Simón Díaz, a pedido da laureada – uma canção que evoca o retorno ao lar para os mais de oito milhões de emigrantes fugidos da repressão.

O Nobel de Machado, anunciado em outubro, reforça o apelo internacional pela transição democrática na Venezuela, em meio a críticas ao regime de Maduro por aliados como Cuba, China, Rússia e Irã. A distinção, a primeira para uma venezuelana, simboliza a resistência pacífica contra o autoritarismo e inspira opositores em todo o mundo.

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