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Master envolvido em fraudes de R$ 45 bilhões com crédito de carbono

Fraudes em créditos de carbono: Empresas internacionais ligadas ao Banco Master são acusadas de desvio de R$ 45 Bilhões

Investigação da Polícia Federal e do Banco Central revelou que empresas internacionais conectadas ao Banco Master estariam envolvidas em um esquema de fraudes com créditos de carbono, gerando prejuízo estimado em cerca de R$ 45 bilhões.

O caso integra o amplo inquérito sobre irregularidades financeiras na instituição, que culminou na liquidação extrajudicial e na Operação Compliance Zero.

De acordo com apurações preliminares, as empresas – registradas em paraísos fiscais e com ligações societárias ao controlador Daniel Vorcaro – teriam emitido e comercializado créditos de carbono sem lastro real ou com documentação fraudulenta.

Esses títulos seriam vendidos a investidores institucionais e empresas multinacionais como forma de compensação de emissões de gases de efeito estufa, mas grande parte dos recursos não teria sido aplicada em projetos ambientais efetivos.

O montante de R$ 45 bilhões refere-se ao valor total movimentado nos últimos anos por meio dessas operações, que teriam sido usadas para inflar artificialmente o balanço do Banco Master e captar recursos no mercado.

Parte desses créditos teria sido negociada em bolsas internacionais e plataformas de compensação de carbono, aproveitando a alta demanda global por mecanismos de ESG (Environmental, Social and Governance).

A revelação ganha relevância em meio ao escrutínio sobre o Banco Master, que já enfrenta acusações de emissão de títulos sem lastro, repasse irregular de carteiras de crédito ao BRB e contratos milionários com escritórios de advocacia ligados a figuras do Judiciário e do Executivo.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam se houve lavagem de dinheiro e crime organizado no esquema de créditos de carbono.

Especialistas em mercado de carbono alertam que fraudes dessa magnitude podem comprometer a credibilidade do sistema global de compensação de emissões, afetando projetos legítimos de reflorestamento, energias renováveis e captura de carbono no Brasil e no exterior.

O país, um dos maiores emissores de créditos de carbono florestais, já enfrenta críticas internacionais por falta de regulação rigorosa no setor.

O Banco Master, por meio de sua assessoria, negou as acusações e afirmou que todas as operações foram realizadas dentro da legalidade, mas não comentou especificamente o valor de R$ 45 bilhões.

A PF segue ouvindo investigados e analisando documentos apreendidos, com possibilidade de novas fases da operação nos próximos dias.

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