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Master pagou R$ 5,1 milhões a ex-presidente do BC e R$ 3 milhões a ex-chefe de regulação

Pagamentos a consultorias de ex-dirigentes do Banco Central ocorreram entre 2023 e 2025, em meio a tentativas de venda da instituição e negociações com o BRB; valores constam em declarações enviadas à CPI do Crime Organizado

Documentos da Receita Federal enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado revelam novos pagamentos realizados pelo Banco Master a consultorias ligadas a ex-alto funcionários do Banco Central. Somente ao economista Gustavo Loyola, que presidiu o BC em duas ocasiões, o banco destinou R$ 5,125 milhões entre 2023 e 2025. Outros R$ 3 milhões foram pagos à empresa de consultoria de João André Calvino Marcos Pereira, ex-chefe do departamento de regulação da autarquia.

Fonte Demétrio Vrcchioli do Metrópoles

Os dados fazem parte das declarações de Imposto de Renda do Banco Master e reforçam o volume de recursos destinados a escritórios de advocacia e consultorias durante o período em que a instituição enfrentava dificuldades e buscava reestruturação ou venda, inclusive com o BRB (Banco de Brasília).

Gustavo Loyola, que comandou o Banco Central entre 1992-1993 (governo Itamar Franco) e 1995-1997 (governo Fernando Henrique Cardoso), foi contratado por meio da Gustavo Loyola Consultoria LTDA, empresa da qual é sócio majoritário (99%) junto com o filho. Os pagamentos eram feitos em parcelas mensais de R$ 250 mil. Em 2023, ele recebeu R$ 1,25 milhão; em 2024 e 2025, o dobro desse valor em cada ano.

Loyola integrava um comitê consultivo do Master ao lado de ex-ministros como Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski. À coluna do Metrópoles, ele explicou sua atuação: “Era um pouco isso, olhar as coisas de mercado. Não era uma coisa que avaliasse outros aspectos, a não ser oportunidades de mercado”.

Em 2025, enquanto ainda prestava serviços ao banco de Daniel Vorcaro, Loyola concedeu entrevista defendendo a possível compra do Master pelo BRB como algo “benéfico para todo mundo”. Ele afirmou ter informado o entrevistador sobre sua relação com a instituição e negou ter conhecimento de detalhes das operações: “Eu nem sabia que o Master vendia carteira para o BRB. A única coisa que eu sabia é que essa operação estava sendo feita, de compra e venda, e que esse tipo de operação é muito comum.”

Já o ex-servidor do BC João André Calvino Marcos Pereira, que atuou no departamento de regulação entre 2018 e 2023 e deixou o órgão em junho de 2025 após licença, recebeu os recursos por meio da JGM Solution, consultoria da qual é sócio com a esposa, Manuela Bezerra Marques Pereira. O pagamento de R$ 3 milhões está registrado no Imposto de Renda de 2025 do Banco Master.

Fonte: METRÓPOLES

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