Michelle Bolsonaro revela que presidente Bolsonaro apresenta perda de equilíbrio ao se levantar devido a medicamentos
Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais na sexta-feira (9 de janeiro de 2026) para divulgar uma nova preocupação com o estado de saúde do marido, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Segundo ela, o político tem sofrido perda de equilíbrio ao se levantar, um sintoma atribuído aos efeitos colaterais dos medicamentos que precisa tomar diariamente.
A informação foi repassada a Michelle por um dos advogados da defesa.
Ela publicou no Instagram: “Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, o quarto segue trancado. Quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta. Agora, com a Polícia Penal Federal, isso não é mais possível. O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir. Até quando essa maldade vai durar? Que Deus abençoe e proteja o meu amor”.
O relato surge três dias após o incidente ocorrido na madrugada de terça-feira (6 de janeiro), quando Bolsonaro caiu da cama enquanto dormia, batendo a cabeça em um móvel dentro da cela.
O episódio resultou em traumatismo craniano leve nas partes moles da cabeça, confirmado por exames como tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma.
O quadro clínico incluiu também síncope noturna associada à queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante na região temporal direita.
Após o acidente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na manhã de quarta-feira (7) o deslocamento de Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames complementares. O presidente foi levado sob forte escolta da Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal.
Michelle destacou o risco de novos acidentes em razão da porta trancada da cela – mudança implementada com a participação da Polícia Penal Federal –, o que poderia impedir que alguém ouça caso haja outra queda.
A declaração reforça as críticas da família e aliados ao regime de custódia, especialmente após a recente queda e o histórico de saúde complexo do presidente, marcado por sequelas do atentado a faca em 2018, cirurgias abdominais múltiplas e outras comorbidades.
O caso intensifica o debate sobre as condições de prisão de Bolsonaro, que já motivou pedidos de prisão domiciliar humanitária por parte de senadores, solicitações de acesso a Smart TV, visitas religiosas e remição de pena por leitura.
A defesa continua pressionando por maior vigilância médica e ajustes na custódia, invocando a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde.


















