Grupo “A Turma”, ligado ao dono do Banco Master, invadia bases de dados sigilosas da Polícia Federal, FBI e Interpol para monitorar adversários, jornalistas e autoridades; operação expõe rede de espionagem ilegal em meio a fraudes bilionárias
A Polícia Federal (PF) revelou que o grupo informal conhecido como “A Turma”, coordenado por Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), acessava ilegalmente sistemas restritos do FBI, da Polícia Federal brasileira e da Interpol para obter informações sigilosas sobre rivais, jornalistas, ex-funcionários e autoridades.
De acordo com as investigações da terceira fase da Operação Compliance Zero (deflagrada em 4 de março de 2026), o núcleo de inteligência paralela — liderado pelo auxiliar Luiz Phillipi Mourão (“Sicário”) — utilizava contatos internos e técnicas de invasão para extrair dados confidenciais, incluindo endereços, movimentações financeiras e relatórios de inteligência.
As mensagens interceptadas mostram ordens diretas de Vorcaro para monitoramento ostensivo e obtenção de informações restritas, com o objetivo de intimidar críticos, remover conteúdos negativos e antecipar ações judiciais ou jornalísticas contra o banqueiro e o Banco Master (liquidado em 2025).


















