Diosdado Cabello volta a provocar Trump com facão e lembra destino de Noriega
O ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, renovou as provocações contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao brandir um facão em ato público, em um gesto que remete ao ex-ditador panamenho Manuel Noriega, deposto por forças americanas em 1989.
O episódio ocorreu em meio à escalada de tensões entre Caracas e Washington, após Trump anunciar bloqueio a navios petrolíferos venezuelanos e intensificar acusações contra o regime de Nicolás Maduro.
Cabello, considerado o número dois do chavismo, utilizou o símbolo do facão para reforçar a narrativa de resistência popular, evocando o paralelismo histórico com Noriega – que, meses antes da invasão americana ao Panamá, desafiou publicamente os EUA com gesto similar.
Contexto de confronto diplomático
As declarações de Cabello surgem como resposta direta às medidas recentes da administração Trump, incluindo sanções ampliadas e presença militar no Caribe. O dirigente venezuelano tem criticado abertamente o que chama de “imperialismo decadente”, enquanto o governo Maduro convoca reuniões urgentes na ONU para denunciar supostas agressões.
Analistas internacionais veem o gesto como estratégia retórica para mobilizar a base chavista, em um momento de isolamento crescente do regime e pressões por transição política.
O histórico de Noriega serve como alerta implícito: o líder panamenho foi capturado, julgado e preso nos EUA após a operação militar de 1989.


















