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Morre na prisão opositor de Maduro

EUA condenam “natureza vil” do regime de Maduro após morte de opositor na prisão

O governo dos Estados Unidos denunciou neste domingo (7/12) a “natureza vil do regime criminoso” de Nicolás Maduro na Venezuela, após a morte do ex-governador Alfredo Díaz, considerado preso político pela oposição e detido há mais de um ano em condições de isolamento. A declaração, emitida pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, surge em meio a tensões crescentes na região, com mobilização militar americana no Mar do Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico – manobra vista por Caracas como ameaça de intervenção.

“A morte do preso político venezuelano Alfredo Díaz, detido arbitrariamente no centro de tortura de Maduro em El Helicoide, é mais um lembrete da natureza vil do regime criminoso de Maduro”, afirmou o escritório em postagem na rede social X, destacando as condições degradantes na sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), em Caracas.

O Ministério do Serviço Penitenciário da Venezuela informou que Díaz, ex-governador do estado de Nueva Esparta (arquipélago caribenho), morreu no sábado (6) vítima de infarto do miocárdio. Aos 56 anos, ele foi transferido para o Hospital Clínico Universitário após apresentar sintomas, mas faleceu minutos após a chegada. O governo chavista alegou que o detido era processado “com plena garantia dos seus direitos”, mas opositores e ONGs contestam a versão, apontando negligência estatal.

Líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González Urrutia, responsabilizaram diretamente o regime pela morte, descrevendo-a como parte de um “padrão sustentado de repressão estatal”. Eles alertaram que Díaz é o sétimo preso político a morrer em custódia desde as eleições presidenciais de 28 de julho de 2024 – pleito marcado por denúncias de fraude, com a coalizão opositora alegando vitória de González, exilado na Espanha. 

“Sua integridade e sua vida eram responsabilidade exclusiva de quem o mantinha arbitrariamente sequestrado em El Helicoide”, enfatizaram os líderes, rejeitando que o óbito seja “comum”.

Militante da Ação Democrática, Díaz também atuou como ex-vereador e ex-prefeito. Sua prisão ocorreu em novembro de 2024, no pico da crise pós-eleitoral, após ele questionar a ausência de resultados detalhados das urnas e denunciar a crise elétrica em Nueva Esparta – apagões que o governo atribuiu a “ataques sabotadores” da oposição. 

A ONG Foro Penal, dedicada à defesa de detidos políticos, relatou que Díaz passou um ano em solitária, com apenas uma visita permitida à filha, agravando preocupações com o tratamento de cerca de 300 presos políticos no país.

A condenação americana intensifica o embate diplomático, com o presidente Donald Trump acusando Maduro de liderar cartéis de drogas e ameaçando ações terrestres, enquanto o chavismo mobiliza tropas em resposta à presença de uma flotilha dos EUA, incluindo o maior porta-aviões do mundo, no Caribe.

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