Luiz Phillipi Mourão, coordenador do grupo “A Turma” e peça-chave nas investigações da Operação Compliance Zero, morreu em hospital de Belo Horizonte; defesa confirma óbito e cobra transparência sobre episódio dentro da sede da Polícia Federal
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira (6 de março de 2026) a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso preventivamente na Operação Compliance Zero.


Mourão sofreu tentativa de suicídio por enforcamento com a própria camiseta dentro da Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, na noite de 4 de março. Após socorro imediato, foi levado ao Hospital João XXIII, onde permaneceu em protocolo de morte encefálica até o óbito ser constatado.
A defesa do preso emitiu nota lamentando o episódio e cobrando esclarecimentos: “Quadro é grave”, e reforçou que Mourão estava sob custódia da PF no momento da tentativa.
A Polícia Federal informou que entregará todos os registros em vídeo da dinâmica do ocorrido e abriu investigação interna para apurar as circunstâncias. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou que a comissão vai oficiar formalmente a PF e o Ministério da Justiça para obter explicações completas.
Mourão era considerado peça central das investigações: coordenava o grupo “A Turma” ligado a Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master), responsável por vigilância ilegal, ameaças violentas, coleta de dados sigilosos e intimidação de jornalistas, ex-funcionários e rivais. Ele recebia cerca de R$ 1 milhão mensal para as operações.
A morte do “Sicário” pode impactar as provas da operação, que já resultou na prisão de Vorcaro, bloqueio de bens até R$ 22 bilhões e revelações sobre conexões políticas e judiciais. A CPMI do INSS e o STF (relatoria de André Mendonça) acompanham o caso.

















