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Não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, afirma Trump

O presidente Donald Trump enviou uma carta contundente ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, afirmando que não se sente mais obrigado a priorizar exclusivamente a paz, culpando a Noruega por não lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz em 2025.

A mensagem, obtida pela Reuters e confirmada pelo governo norueguês, vincula essa frustração à insistência americana no controle total da Groenlândia, território sob soberania dinamarquesa

Trump escreveu: “Caro Jonas: considerando que seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por eu ter parado mais de 8 guerras, já não me sinto obrigado a pensar exclusivamente na paz — embora ela continue sendo predominante —, e agora posso pensar no que é bom e adequado para os Estados Unidos da América”.

Confira a cartana íntegra:

“Querido Jonas:

Considerando que o seu país decidiu não me conceder o Prêmio Nobel da Paz por ter impedido 8 guerras ou MAIS, já não me sinto obrigado a pensar puramente em Paz, embora ela sempre será predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América.

A Dinamarca não pode proteger aquela terra da Rússia ou da China, e por que eles têm um “direito de propriedade” mesmo assim? Não há documentos escritos, é só que um barco desembarcou lá centenas de anos atrás, mas nós também tivemos barcos desembarcando lá.

Eu fiz mais pela OTAN do que qualquer outra pessoa desde sua fundação, e agora, a OTAN deveria fazer algo pelos Estados Unidos.

O mundo não estará seguro a menos que tenhamos Controle Completo e Total da Groenlândia.
Obrigado!

Presidente DJT”

Ele reforçou: “A OTAN vem dizendo à Dinamarca, há 20 anos, que ‘vocês precisam afastar a ameaça russa da Groenlândia’. Infelizmente, a Dinamarca não conseguiu fazer nada a respeito. Agora chegou a hora, e isso será feito!”.

A carta responde a uma mensagem conjunta de Støre e do presidente finlandês Alexander Stubb, que expressaram oposição às tarifas anunciadas por Trump contra oito países europeus (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia).

No sábado (17/1), Trump declarou via Truth Social: “A partir de 1º de fevereiro de 2026, todos os países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) estarão sujeitos a uma tarifa de 10% sobre todas as mercadorias enviadas aos Estados Unidos da América. Em 1º de junho de 2026, a tarifa será aumentada para 25%”. Ele condicionou a suspensão das tarifas a um acordo para a “compra completa e total” da Groenlândia.

O contexto inclui o Prêmio Nobel da Paz de 2025, concedido à opositora venezuelana María Corina Machado, que entregou sua medalha a Trump na Casa Branca na semana anterior como gesto simbólico. Trump afirma ter “parado mais de 8 guerras” durante seus mandatos, justificando sua frustração com o comitê norueguês.

A reação europeia foi imediata: Støre confirmou o recebimento da mensagem e reiterou o apoio à soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia. Seis países enviaram tropas para exercícios na ilha em 15 de janeiro, em sinal de unidade. A União Europeia prepara contramedidas, incluindo a possível ativação da “bazuca comercial” para retaliar as tarifas.

A Groenlândia, estratégica no Ártico por rotas marítimas emergentes, recursos minerais e posição militar (com base americana em Thule), continua no centro da crise transatlântica.

O impasse segue sem solução à vista, com líderes europeus buscando diálogo em meio às ameaças

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