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Navios Russos-Chineses no ártico em preparação para confrontos futuros

Navios Russo-Chineses no ártico realizam levantamentos para neutralizar capacidades da aliança, não estudam focas ou ursos polares

O general Alexus Grynkewich, comandante supremo das forças aliadas na Europa (SACEUR) da OTAN, emitiu um alerta contundente sobre as atividades militares crescentes da Rússia e da China na região do Ártico.

Em declarações recentes, o alto oficial destacou que os navios das duas potências não estão no oceano gelado com objetivos científicos pacíficos, mas realizando operações estratégicas de inteligência e preparação para confrontos futuros.

“Os navios chineses e russos não estão estudando focas ou ursos polares. Eles estão realizando levantamentos batimétricos e tentando descobrir como neutralizar as capacidades da OTAN.” — afirmou Grynkewich, enfatizando o caráter militar dos levantamentos hidrográficos (batimétricos), que mapeiam o fundo do mar e são essenciais para operações submarinas, posicionamento de mísseis e navegação em águas profundas.

A declaração reforça a preocupação crescente da Aliança Atlântica com a militarização acelerada do Ártico, região que ganha relevância estratégica devido ao derretimento do gelo, à abertura de novas rotas marítimas e ao acesso facilitado a recursos naturais como petróleo, gás e minerais raros.

A Rússia mantém a maior frota quebra-gelo do mundo e tem ampliado bases militares no Ártico, enquanto a China se autodenomina “país próximo do Ártico” e investe em quebra-gelos nucleares e pesquisas conjuntas com Moscou.

O general Grynkewich, que comanda as forças da OTAN na Europa desde 2024, apontou que os exercícios conjuntos russo-chineses na região, como patrulhas navais e simulações de combate, vão além da cooperação econômica e configuram uma ameaça direta à segurança coletiva da Aliança.

A OTAN tem respondido com maior presença militar no norte da Europa, incluindo reforço de tropas na Noruega, Finlândia e Suécia (agora membros plenos), além de exercícios como o Steadfast Defender e o Nordic Response.

A fala do comandante SACEUR ocorre em um contexto de tensões globais elevadas, com a guerra na Ucrânia, a intervenção americana na Venezuela e o aumento da assertividade chinesa no Indo-Pacífico.

Analistas consideram o Ártico como o novo “fronteira estratégica” do século XXI, onde o controle de rotas comerciais, recursos e domínio submarino pode definir o equilíbrio de poder global.

A OTAN segue monitorando de perto as atividades na região e planeja intensificar exercícios e investimentos em capacidades polares nos próximos anos.

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