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O Mundo está caindo na cabeça de Moraes e do STF, mas eles fingem que não é com eles

Colunista Eliane Cantanhede critica ministro do Supremo por ignorar gravidade do escândalo Master e proximidade com Daniel Vorcaro; aponta que delação do banqueiro pode expor trocas de favores com a Corte

A colunista Eliane Cantanhede, do Estadão, afirma que o ministro Alexandre de Moraes e o Supremo Tribunal Federal (STF) agem como se nada estivesse acontecendo, apesar das graves denúncias que envolvem o magistrado no escândalo do Banco Master.

Fonte Eliane Castanhêde do ESTADÃO

Em sua coluna publicada nesta quinta-feira (2 de abril), Cantanhede destaca a pressão crescente sobre Moraes, que teria gastado cerca de R$ 1 milhão em voos de jatinhos executivos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ela questiona se o ministro admitirá os gastos ou a proximidade com Vorcaro, apontando que ambos os cenários são problemáticos para um integrante da mais alta Corte do país.

A jornalista escreve que Moraes “age e decide como se nada tivesse acontecido” e como se a delação premiada de Vorcaro não estivesse iminente. Segundo ela, a colaboração do banqueiro, que deve ser corroborada por seu cunhado Fabiano Zettel, pode revelar trocas de segredos e favores com ministros do STF, incluindo Dias Toffoli, que passou de protagonista a coadjuvante no caso.

Cantanhede ressalta que Vorcaro e Zettel dificilmente protegerão os ministros:

“É improvável, como praticamente impossível, que os dois principais implicados no escândalo Master, o maior da história financeira do País, se sintam ‘devedores’ ou ‘leais’ a Moraes, como também a Dias Toffoli, a ponto de mentirem e tentarem tergiversar sobre a troca de segredos e favores com ministros do STF.”

A colunista critica a postura da Corte, que, segundo fontes internas, prefere culpar a Polícia Federal, vazamentos e a mídia em vez de enfrentar os fatos. Uma fonte do Supremo teria esbravejado para jornalistas:

“Vocês estão loucos!”, acusando a imprensa de colocar em risco a estabilidade institucional.

Eliane Cantanhede lembra uma série de questionamentos incômodos: o contrato de R$ 130 milhões, os voos realizados, o resort milionário, os “irmãos laranjas” e decisões judiciais que teriam beneficiado a JBS. Para ela, o caso Master apenas “destampou uma panela de pressão” que mais cedo ou mais tarde explodiria.

A colunista conclui que o STF vive um momento de fragilidade institucional, com o Congresso “abaixo da crítica” e o Executivo enfraquecido, mas alerta que a responsabilidade pelos problemas cabe à própria Corte.

Fonte: ESTADÃO

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