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Operação da PF tem ex-assessora de Lira como alvo

Ex-assessora de Arthur Lira vira alvo de operação da PF contra desvios em emendas parlamentares

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (12/12) a Operação Transparência, com o objetivo de investigar suspeitas de desvios na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. 

A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão na capital federal.

Entre os alvos está Mariângela Fialek, ex-assessora técnica CNE-07 na presidência da Câmara dos Deputados durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL), de 2021 a 2025. 

Conhecida como “Tuca” nos corredores da Casa, Fialek gerenciava a indicação e distribuição de emendas, incluindo as de relator – conhecidas como “orçamento secreto” –, atuando como peça central na alocação de bilhões de reais para obras e projetos regionais, especialmente no Nordeste, reduto político de Lira, que mantém forte influência no Legislativo mesmo após deixar a presidência da Câmara.

A operação ocorre em meio a um inquérito aberto por Dino que apura interferências na execução de emendas de comissão, com indícios de manipulação orçamentária para beneficiar interesses locais, falta de transparência e possível envolvimento de lobistas. 

As buscas focaram em documentos e evidências de fraudes na alocação de verbas, que totalizaram R$ 4,2 bilhões em 2025, segundo investigações preliminares.

A ex-assessoria de Arthur Lira informou que o deputado colabora com as autoridades e que as medidas não implicam irregularidades pessoais. 

Fialek, que também acumulou cargo no conselho fiscal da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) – estatal ligada ao “orçamento secreto” –, não se manifestou até o momento. 

A PF não divulgou detalhes sobre os materiais apreendidos, mas o caso pode evoluir para indiciamentos por crimes como peculato e corrupção, ampliando o escrutínio sobre o uso de emendas parlamentares imposto pelo STF desde 2021.

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